- O mercado de criptomoedas caiu 1,7% nas últimas 24 horas, totalizando US$ 3,06 trilhões.
- Nove entre as cem principais moedas ficaram no vermelho; 90 entre as 100 maiores também recuaram.
- Bitcoin caiu 1,7% para US$ 87.820 e Ethereum caiu 2,5% para US$ 2.942.
- A queda é associada ao aperto da política monetária nos EUA, à falta de capital novo e a tensões geopolíticas, em um período de consolidação.
- Fluxos de ETFs mistos (BTC com saídas; ETH com entradas) e captação de 750 BTC pela Sygnum para o Starboard Sygnum BTC Alpha Fund marcam o cenário, com o sentimento de mercado se mantendo próximo do medo.
O mercado de criptomoedas recuou 1,7% nas últimas 24 horas, somando US$ 3,06 trilhões de valor total. Foi registrado queda em 90 das 100 principais moedas, com volume de negociação próximo a US$ 124 bilhões.
Bitcoin caiu 1,7%, para US$ 87.820, enquanto Ethereum recuou 2,5%, a US$ 2.942. Entre as top 10, Dogecoin liderou as perdas com -4,5%, seguido por Solana com -3,4%. Apenas Tron subiu 0,8%.
O recuo ocorre em meio a aperto econômico, captação de recursos restrita e tensões geopolíticas. Analistas indicam consolidação de preços como um reset necessário.
A queda também acompanha a expectativa de manutenção das taxas de juros no patamar atual nos EUA. Taxas mais altas por mais tempo reduzem liquidez, impactando ativos de risco.
Especialistas veem o BTC e o ETH mantendo margens de oscilação, com possíveis movimentos laterais até novo impulso macroeconômico. O cenário favorece a visão de proteção contra pressões monetárias.
Gracy Chen, CEO da Bitget, aponta a decisão do Fed de manter as taxas entre 3,50% e 3,75% como fator de liquidez estável. Chen afirma que cortes devem ficar para depois do ano, sujeitos a dados.
Fabian Dori, CIO da Sygnum Bank, afirma que o mercado está em modo de guarda, não de pivô de política. O foco é monitorar sinais de independência do Fed e risco de preços.
Nic Roberts-Huntley, da Blueprint Finance, cita estrutura de mercado mais saudável do que em picos de alavancagem. Ele fala em reset para reorientar para fundamentos de longo prazo.
BTC chegou a abrir perto de US$ 90 mil, mas caiu para o patamar atual de US$ 87.820. Na semana, o recuo soma cerca de 2,4%. A cotação intradiária chegou a US$ 87.653.
ETH opera em US$ 2.942, com mínimo intradial de US$ 2.934. Em sete dias, a queda é de aproximadamente 2,2%.
O sentimento do mercado de criptomoedas mostrou leve melhora, situando-se perto do limiar entre medo e neutralidade. O índice de medo e ganância ficou em 38, ante 34 ontem.
Fluxos de ETFs e movimentos de ativos
Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram saídas de US$ 19,64 milhões na sessão de 28 de janeiro. O total de captação líquida do segmento caiu para US$ 56,33 bilhões.
Entre os nove ETFs de BTC, houve uma teses de fluxo divergente: Fidelity registrou entradas de US$ 19,45 milhões, enquanto BlackRock, Bitwise e Ark & 21Shares tiveram saídas.
No lado da Ethereum, os ETFs à vista registraram entradas de US$ 28,1 milhões, elevando o total líquido para US$ 12,38 bilhões. Dois fundos apresentaram ingressos, sem saídas.
Movimentação institucional
Na direção de ativos, Sygnum captou 750 BTC para o Starboard Sygnum BTC Alpha Fund, de investidores institucionais. A estratégia busca capturar disfunções de preço entre spot e derivativos.
A empresa afirma manter exposição neutra ao mercado de Bitcoin, tentando limitar a dependência da variação diária do preço. A operação reforça o interesse institucional em estratégias de arbitragem.
O cenário atual sugere um período de consolidação com potencial para uma recuperação quando houver clareza macroeconômica. Movimentos futuros dependerão de dados de atividade econômica e de decisões de política monetária.
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