- Selic, fixada pelo BC, subiu 2,25 pontos percentuais em 2025, fechando em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.
- Juro bancário médio subiu 6,5 pontos percentuais em 2025, encerrando dezembro em 47,2% ao ano.
- O aumento dos juros dos bancos foi superior à Selic, refletindo repasse da alta básica e elevação adicional das taxas.
- Juros cobrados de empresas passaram de 21,7% ao ano em dezembro de 2024 para 25% ao ano no fim de 2025.
- Juros cobrados de pessoas físicas subiram de 53,1% ao ano em dezembro de 2024 para 60,1% ao ano no fechamento de 2025, com crédito desacelerando e inadimplência em nível recorde.
O Banco Central informou que a taxa Selic, base para a política monetária, subiu 2,25 pontos percentuais em 2025, fechando em 15% ao ano. O movimento acompanha o objetivo de conter a inflação e elevar a referência usada pelos bancos na composição de empréstimos.
Paralelamente, o custo médio dos empréstimos bancários para pessoas físicas e empresas avançou mais neste ano, chegando a 47,2% ao ano em dezembro. O aumento de 6,5 pontos percentuais em 2025 é o maior desde 2022, quando houve alta de 7,8 p.p.
Entre os tomadores, o juro cobrado de empresas saltou de 21,7% ao ano em dezembro de 2024 para 25% ao ano no fim de 2025. A alta consolidou a tendência de repasse integral dos reajustes da Selic pelos bancos.
Para pessoas físicas, a taxa passou de 53,1% ao ano em dezembro de 2024 para 60,1% ao ano no encerramento de 2025. O incremento foi de 7 p.p., refletindo o aperto monetário e ajustes de condições de crédito.
Segundo o BC, os números consideram juros baseados em recursos livres, sem incluir habitação, rural e BNDES. A instituição destaca que, mesmo com o aumento da Selic, os bancos elevam seus juros acima da taxa básica para conter a inflação.
Entre na conversa da comunidade