- Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva, conforme esperado pelo mercado.
- O comunicado indicou abertura para um corte já na próxima reunião, desde que não haja pressões contrárias, com inflação estabilizada no topo da meta.
- O mercado reagiu de forma positiva, com queda da curva de juros curtos e a bolsa em novos recordes; o Focus previa 12,15% ao fim do ano.
- Alguns analistas mencionam dúvidas sobre o impacto da sinalização na reancoragem das expectativas de inflação; a ata da reunião deverá trazer mais detalhes.
- Entre as projeções de casas de análise: Itaú BBA estima queda de 25 pontos-base em março; XP Investimentos aponta cinco cortes de 0,50 p.p. até 12,50%; outras instituições apresentam cenários variados.
O Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva, realizada ontem. O movimento era esperado pelo mercado, mas o comunicado chamou a atenção por sinalizar corte na próxima reunião, caso não haja pressões contrárias.
A mudança de tom ocorreu em meio à inflação no topo da meta e a influência potencial do câmbio para conter pressões inflacionárias. O BC indicou que um ajuste deve ocorrer já na próxima decisão de política monetária.
Mercado reage de forma positiva à leitura do Copom: a curva de juros de curto prazo recuou e a bolsa atingiu novos recordes. O Focus, último boletim, projetava Selic de 12,15% ao fim do ano, influenciado pela sinalização.
Reações de instituições
Itaú BBA indica que o Copom flexibilizou com cautela. A projeção é de corte de 25 p.b. na próxima reunião, com debate sobre o ritmo e a magnitude do ciclo. A ata deverá esclarecer o racional da estratégia.
XP Investimentos mantém a perspectiva de início de cortes em março, com cinco quedas de 0,50 p.p. até 12,50% ao fim do ciclo. Taxa real ficaria em torno de 8,0%, acima da neutralidade devido a desafios fiscais.
ASA aponta que o BC surpreendeu ao sinalizar cortes, mantendo tom cauteloso. Primeiro recuo estatal pode ser de 25 p.b., com tempo para ajustar o ritmo conforme inflação e mercado de trabalho.
Banco Daycoval ressalta que sinalização prévia em ambiente de incerteza pode atrapalhar a reancoragem de expectativas. Defende calibração do nível de juros, com cautela sobre impactos da divulgação.
Sicredi destaca a sinalização como positiva, desde que haja velocidade compatível com a meta e com a manutenção da credibilidade. O banco cooperativo espera Selic em 12,5% ao fim de 2026, com ritmo mais lento.
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