- Meta registrou prejuízo de US$ 19,1 bilhões na divisão Reality Labs em 2025, mantendo tendência de perdas desde 2024 (US$ 17,7 bilhões).
- Mesmo com o desempenho do Ray-Ban Meta, a área de VR não conseguiu prosperar e segue no negativo.
- No início de 2026, a empresa fechou três estúdios de jogos de VR e demitiu cerca de mil funcionários, incluindo o estúdio Twisted Pixel.
- O foco futuro da Meta passa por óculos e acessórios, como o Ray-Ban Meta, além de manter Horizon e o ecossistema da Reality Labs.
- A empresa planeja reduzir as perdas gradualmente, com investimento em IA e acessórios; a IDC projeta aumento relevante no setor de Realidade Estendida (XR), com 211,2% de crescimento.
O relatório financeiro de 2025 da Meta aponta prejuízo de 19,1 bilhões de dólares na divisão Reality Labs, responsável pela realidade virtual. O dado foi divulgado pela empresa no mesmo relatório, com publicação em 28 de janeiro de 2026.
Desde 2021, a Meta investe na construção de um metaverso que ainda não atingiu o sucesso esperado. Mesmo assim, a receita da VR somou 2,2 bilhões de dólares ao longo de 2025.
O texto aponta que a área vinha registrando problemas desde 2024, quando houve perda de 17,7 bilhões de dólares. A empresa sinaliza que 2026 pode repetir cenário semelhante.
Em janeiro de 2026, a Meta fechou três estúdios de jogos de VR e demitiu cerca de 1.000 funcionários, incluindo o estúdio Twisted Pixel, conhecido por títulos como The Maw e Marvel’s Deadpool VR.
Foco em acessórios
A direção da Reality Labs apontou que a maior parte dos investimentos passará a ficar em óculos e acessórios, como o Ray-Ban Meta, além do ecossistema que envolve o software de criação de jogos Meta Horizon.
Zuckerberg informou que a empresa pretende reduzir gradualmente as perdas a partir de agora. Analistas da Bloomberg e do The New York Times já indicavam mudança de foco para ampliar investimentos em inteligência artificial.
Projeções de mercado
Especialistas apontam que o setor de Realidade Estendida deve crescer, com previsões de aumento significativo para óculos inteligentes. A Meta pretende manter o Ray-Ban Meta como carro-chefe, fortalecendo o ecossistema Horizon para dispositivos móveis.
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