- A BYD entregou gratuitamente três veículos à Câmara dos Deputados para uso em 2026, conforme publicado no Diário Oficial da União.
- O conjunto vale quase R$ 900 mil: um BYD Tan modelo blindado, um BYD King GL e carregadores.
- O contrato de comodato está em vigor até 23 de dezembro de 2026; a BYD já havia ofertado outro veículo com validade até março de 2026.
- A Câmara não informou onde os carros serão usados; a BYD afirma que o empréstimo está em conformidade com a lei e prevê testes de novas tecnologias de eletrificação.
- O tema envolve incentivos de montagem de veículos elétricos a partir de kits importados; a Anfavea critica as isenções, enquanto o governo manteve a regra de cobrança de tarifas em meio a mudanças no cronograma.
A BYD, fabricante chinesa de carros elétricos, entregou gratuitamente três veículos para uso pela Câmara dos Deputados em 2026. O acordo foi publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira, 28 de janeiro, e coincide com o fim de incentivos fiscais para montagem de veículos a partir de kits importados.
O contrato entre Câmara e BYD foi assinado em 16 de dezembro e passou a vigorar em 24 de dezembro do ano passado, com validade até 23 de dezembro de 2026. Os veículos somam quase R$ 900 mil em valor de lista: um BYD Tan blindado por R$ 538,8 mil, dois King GL por R$ 169,9 mil cada, além de carregadores wallbox e portáteis.
O modelo Tan blindado, os King GL e os carregadores compõem o empréstimo gratuito, previsto em lei no regime de comodato. A BYD já havia oferecido outro veículo à Câmara com validade até março de 2026, segundo o contrato anterior.
A Câmara não informou ao UOL onde os novos carros serão utilizados. A BYD, por sua vez, afirmou que o empréstimo está em conformidade com a lei, destacando que a iniciativa visa testar tecnologias de eletrificação de frotas no setor público e reduzir custos operacionais.
Contexto regulatório e impactos
A decisão acontece no entorno de críticas aos incentivos. A Anfavea, associação de montadoras com produção nacional, questiona que as isenções tornam alguns modelos mais competitivos sem exigir a mesma expansão da produção local, o que pode impactar o equilíbrio do mercado.
O uso de kits de montagem para veículos elétricos é apontado como facilitador de entrada de novas fábricas, reduzindo investimentos iniciais e tornando preços mais competitivos. A ampliação de prazo e mudanças na cobrança de tarifas também influenciam o cenário da indústria.
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