- 80% dos entrevistados, segundo a pesquisa O Trabalho e o Brasil (Vox Populi, em parceria com CUT e Dieese), são a favor do fim da escala 6×1.
- O governo federal busca aprovar o fim da escala até o fim de março, mantendo salário, com apoio de ministros e do presidente da Câmara, que sinalizou prioridade para o tema após o carnaval.
- A PEC 8/2025, de Erika Hilton, é a proposta principal; o governo pretende apresentar um projeto que dialogue com centro e direita para viabilizar votos.
- Entidades patronais dizem que a medida aumentaria custos e reduziria produtividade, com previsões de queda no PIB, enquanto estudos de universidades revezam between impactos — alguns indicam queda, outros apontam ganho de produtividade.
- Alguns setores já adotam 5×2 de forma voluntária, como redes de varejo, hotéis e farmácias, com exemplos de Pacheco, H&M, Copacabana Palace e Palácio Tangará.
O governo federal trabalha para aprovar o fim da escala 6×1 no Congresso, buscando encerrar a prática de seis dias de trabalho por apenas um de descanso. A proposta é defendida pelo Planalto como medida de proteção à saúde e à vida familiar, sem redução de salário. O tema volta à pauta no início do ano legislativo.
Pesquisas divulgadas mostram apoio expressivo entre trabalhadores, com 80% favoráveis ao fim da escala 6×1 segundo estudo do Vox Populi em parceria com a CUT e Dieese. O interesse popular apela para uma política pública com potencial impacto eleitoral.
A mobilização vem antes das eleições, fortalecendo a avaliação do governo Lula. Parlamentares da base apoiam a aceleração do debate, enquanto setores empresariais resistem à mudança e levantam estimativas de efeitos econômicos adversos.
Movimento no Congresso e calendário
O presidente da Câmara sinalizou disposição de tratar o tema como prioridade após o Carnaval, com promessa de avançar com a PEC 8/2025 apresentada pela deputada Erika Hilton. A ideia é ouvindo trabalhadores e empregadores, reduzir atritos com a oposição.
Ministros de alto escalão, como Guilherme Boulos e Luiz Marinho, destacam o caráter prioritário da agenda. Eles afirmam que o diálogo com trabalhadores, empregadores e parlamentares é essencial para uma transição gradual, sem abruptas alterações.
Padrões de oposição e estudos técnicos
Entidades patronais, como a CNI e a CNC, alertam para impactos negativos no PIB e custos adicionais para empresas de diferente porte. Análises de institutos como FGV e Fiemg indicam quedas na produção e salários, enquanto estudos da Unicamp apontam possibilidade de ganho de produtividade e criação de empregos.
Especialistas do Cesit da Unicamp defendem que a redução da jornada pode aumentar a produtividade e ampliar o emprego, destacando ganhos de qualidade de vida e tempo livre. Pesquisas associadas a partidos de esquerda corroboram esse viés.
Caminhos possíveis e impactos
O Governo trabalha na construção de um projeto conjunto que integre propostas já discutidas, visando uma tramitação mais rápida. A expectativa é de envio do texto ao Legislativo ainda neste semestre, com negociação para obter votos suficientes.
Empresas já começam a adaptar modelos de trabalho, com algumas redes de varejo e hotéis adotando escalas alternativas como 5×2. A mudança é tratada como experiência de mercado, em linha com tendências internacionais.
Cenários internacionais e redes de apoio
Países como Islândia, Bélgica, Japão e outros já adotaram jornadas de trabalho diferentes, com maior flexibilidade ou redução de dias trabalhados. A experiência internacional serve de referência para debates sobre eficiência, bem-estar e produtividade.
Lideranças sindicais defendem que a alteração é necessária para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliar o tempo com a família e reduzir custos com saúde mental. O movimento também aposta na mobilização popular para pressionar o Congresso.
Perspectivas futuras
A pauta permanece em aberto, sujeita a acordos entre governo, Congresso e representantes dos trabalhadores. A articulação busca equilibrar ganhos de produtividade com proteção social e condições de trabalho mais humanas.
A defesa da reforma recebe apoio de lideranças sindicais, que veem a mudança como reconhecimento de direitos históricos. A mobilização permanece como peça-chave para avançar na agenda legislativa.
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