- Nubank vale US$ 82 bilhões e busca expansão global, começando pelos Estados Unidos, onde recebeu a primeira aprovação para obter licença bancária.
- A seguridade de governança permanece com o fundador David Vélez, que detém cerca de 75% dos direitos de voto por meio da holding Rua California.
- Vélez planeja o “terceiro ato” do plano estratégico, mantendo foco nos mercados Brasil, México e Colômbia, mas ampliando atuação nos EUA com foco em serviços financeiros.
- Analistas veem potencial transformador, mas alertam que o ambiente regulatório e a competitividade do mercado americano podem reduzir retornos em relação ao Brasil.
- Em 2024, o Nubank participou de investimento estratégico na Tyme Group, sinalizando aprendizado sobre mercados Asia-Pacífico e possível uso de aquisições ou parcerias para expansão futura.
A Nubank, maior fintech da América Latina por valor de mercado, recebeu a primeira aprovação para uma licença bancária nos Estados Unidos. A carteira está avaliada em cerca de 82 bilhões de dólares, com foco em ampliar operações globais sob a liderança de David Vélez. O passo ocorre após meses de negociação regulatória.
O brasileiro de origem colombiana, de 44 anos, controla a empresa que já atende 127 milhões de clientes, incluindo parte expressiva da população adulta brasileira. Vélez mantém controle acionário com poder de voto significativo por meio de uma estrutura holding, Rua California.
A expansão para os Estados Unidos representa o que Vélez descreve como o terceiro ato do plano estratégico. A meta é desenvolver a próxima geração de serviços bancários no mercado americano, mantendo o foco principal no Brasil, México e Colômbia.
O que mudou e por que importa
A licença parcial abre caminho para oferecer serviços bancários de forma mais rápida assim que a operação estiver pronta. Analistas destacam que a abertura regulatória americana cria oportunidades, mas o ambiente é competitivo e exige estratégia bem definida.
Especialistas ouvidos pelo meio apontam que a entrada nos EUA pode trazer retornos diferentes dos observados no Brasil, dada a intensa concorrência entre grandes bancos e fintechs. O Nubank busca aplicar tecnologia, experiência do usuário e custos baixos para competir.
O Nubank já investiu em parcerias e aquisições para ampliar seu raio de atuação. Em 2024, liderou investimento de 250 milhões de dólares no Tyme Group, ampliando aprendizados sobre mercados asiáticos. A companhia não descarta futuras aquisições para acelerar a expansão.
Governança e operação
Vélez mantém controle de cerca de 75% dos direitos de voto, por meio de ações com super-voto na holding Rua California. O CEO tem adotado maior envolvimento executivo para acelerar decisões, reduzindo camadas de gestão e fortalecendo a implementação de estratégias.
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