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PF abre inquérito para apurar relações entre Fictor e Banco Master

PF abre inquérito para apurar relações entre Fictor e Banco Master, com foco em gestão fraudulenta, apropriação financeira e emissão de títulos sem lastro

Grupo Fictor pediu recuperação judicial após crise do Banco Master. (Foto: reprodução/Youtube Fictor)
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  • A Polícia Federal abriu inquérito para apurar relações entre o Grupo Fictor e o Banco Master, após detectar indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional.
  • A investigação foca na suposta tentativa de compra do Master pela Fictor junto de investidores árabes, anunciada um dia antes da liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
  • O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso quando viajava para os Emirados Árabes Unidos para concluir a operação, conforme alegado pela polícia.
  • O Grupo Fictor afirmou à Gazeta do Povo que seus advogados ainda não tiveram acesso ao inquérito e, portanto, não pode se posicionar.
  • Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro equiparados a valores mobiliários e operação de instituição financeira sem autorização; as dívidas do grupo somam cerca de R$ 4 bilhões.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar relações entre o Grupo Fictor e o Banco Master, já liquidado. A medida investiga indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional, após a empresa solicitar recuperação judicial em São Paulo. O anúncio ocorreu dias depois do pedido de recuperação da Fictor.

O inquérito foca principalmente a possível tentativa de compra do Master pela Fictor, em cooperação com investidores árabes, anunciada no ano passado. O negócio teria ocorrido pouco antes da decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central, ligada ao empresário Daniel Vorcaro, preso ao viajar aos Emirados Árabes para fechar a operação.

A Gazeta do Povo procurou a Fictor, que informou que seus advogados ainda não tiveram acesso ao inquérito e, portanto, não envia posicionamento. Vorcaro sustenta que a liquidação foi precipitada pelas negociações com os investidores árabes, agravando a crise do banco.

Contexto e desdobramentos

Segundo a empresa, a crise de liquidez agravou-se pela liquidação do Banco Master, afetando a confiança de investidores e do mercado. A Fictor Internacional, com dívidas estimadas em cerca de 4 bilhões de reais, afirmou que a liquidação repercutiu negativamente na sua liquidez.

Na véspera da liquidação, representantes do Banco Master teriam procurado o Banco Central para tratar das negociações com a Fictor, mas a operação da PF já estava em curso e a decisão de liquidar a instituição já estava tomada, para o dia seguinte.

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