- Vitória (ES) lidera o ranking de capitais com o metro quadrado mais caro do Brasil, com valor médio de R$ 14.108, segundo o índice FipeZAP divulgado em 6 de janeiro.
- O índice analisa apenas apartamentos prontos; áreas mais verticalizadas e nobres da cidade puxam a média, já que a oferta de terrenos é restrita nessas regiões.
- Fatores apontados incluem pandemia, juros baixos, aumento do trabalho remoto e demanda por cidades com boa infraestrutura urbana.
- O prefeito Lorenzo Pazolini destaca planejamento público, abertura de empresas ágil e desempenho econômico (PIB per capita acima de R$ 87 mil) como razões da valorização, além do reconhecimento nacional de Vitória como cidade inteligente.
- A Ademi-ES ressalta que o índice se baseia em anúncios e não em preços efetivos de venda; o bairro Enseada do Suá chega a R$ 17.600 por metros quadrado, mas ainda fica abaixo de áreas premium de outras cidades.
Vitória (ES) passou a figurar como a cidade com o metro quadrado mais caro entre as capitais brasileiras, segundo o Índice FipeZAP divulgado em janeiro. O valor médio atingiu R$ 14.108, aponta a leitura que analisa imóveis prontos. O resultado reflete mudanças de demanda, geografia local e indicadores urbanos.
A leitura aponta que a valorização é consequência de fatores como menor oferta de terrenos nas áreas nobres, juros baixos, expansão do trabalho remoto e maior interesse por cidades com boa infraestrutura urbana. A pesquisa considera apenas apartamentos prontos na avaliação.
Segundo Paula Reis, economista do Grupo OLX, a valorização ganhou fôlego na fase pandêmica, com maior busca por qualidade de vida e proximidade com a natureza. O preço segue pressionado pela concentração de imóveis de alto valor na cidade.
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ressalta que o resultado decorre de um planejamento municipal consistente. Ele cita agilidade no registro de empresas e liderança regional na formalização de negócios como determinantes para atratividade econômica.
Pazolini destaca ainda o desempenho econômico local, com PIB per capita superior a 87 mil reais e avanços em educação, saúde, segurança e inovação. O prefeito também aponta reconhecimento nacional sobre a cidade ser inteligente e conectada.
Entre os fatores de atratividade, o prefeito cita a velocidade para abrir negócios, o que, segundo ele, favorece investimentos, empregos e dinamismo econômico. Ele reforça a necessidade de equilíbrio social diante da valorização.
A percepção do mercado imobiliário diverge entre especialistas. Alexandre Schubert, presidente da Ademi-ES, lembra que o índice reflete preços de anúncios, não valores efetivamente praticados em vendas. A amostra é concentrada em imóveis de maior valor.
Schubert ressalta que Vitória tem poucos empreendimentos voltados ao programa habitacional popular. Ele aponta que o bairro Enseada do Suá registra o maior valor entre as áreas da cidade, mas ainda fica aquém de bairros premium de outras capitais.
Segundo ele, a cidade apresenta estabilidade na valorização, com alta gradual e sem picos. O mercado seria atrativo tanto para quem vai morar quanto para investidores, com expectativa de crescimento no número de lançamentos.
A construção civil aparece como motor relevante da economia capixaba, gerando entre 65 mil e 70 mil empregos formais e cerca de 130 mil informais, conforme avaliações de setores locais. Os especialistas destacam a importância do setor para o equilíbrio econômico regional.
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