- O Banco da Inglaterra manteve a taxa básica em 3,75% mesmo com economia enfraquecida, rejeitando um corte de juros.
- A decisão teve voto 5 a 4, com o governador Andrew Bailey proferindo o voto decisivo a favor da manutenção.
- O comitê de política monetária (MPC) reconheceu enfraquecimento da inflação, mas optou por esperar para observar dados.
- O relatório indica queda da inflação para 2% antes do previsto e crescimento econômico de 0,9% neste ano; desemprego deve subir até 5,3%.
- Investimentos habitacionais e exportações devem ficar mais baixos em 2026, e o próximo encontro do MPC ocorre em 19 de março, com expectativa de corte.
O Banco da Inglaterra manteve as taxas de juros inalteradas em 3,75%. Isso ocorreu mesmo com sinais de fraqueza econômica, aumento do desemprego e queda da inflação, que normalmente indicariam um caminho de cortes.
A decisão foi tomada por maioria na cadeia de política monetária (MPC), com Andrew Bailey exercendo o voto decisivo. O placar ficou em 5 a 4 pela manutenção, em uma sessão marcada por divergências internas sobre o ritmo de aperto.
Contexto econômico
O relatório do Banco aponta que o desempenho da economia já era fraco há mais de um ano, apesar dos indicadores de inflação inicial. A instituição prevê desemprego em torno de 5,3% no pico e crescimento de 0,9% neste ano, abaixo de estimativas anteriores.
Perspectivas de inflação e salários
Segundo o banco, a inflação deve recuar para 2% mais cedo do que o previsto, com queda de um ponto percentual até abril. O documento atribui parte da revisão à decisão orçamentária de novembro, que reduziu tarifas de energia e congelou tarifas de transporte.
Desempenho do mercado de trabalho
O desemprego registrou 5,1% em dezembro, com projeção de alta para 5,3% no período. O relatório aponta que o mercado de trabalho não apresentou sinais de mudança estrutural prevista anteriormente, o que enfraquece o impulso para aumentos salariais mais fortes.
Projeções para 2026 e próximos passos
A instituição prevê redução gradual da inflação neste ano, o que sustenta a hipótese de um corte na reunião de 19 de março. Bailey sinalizou que, apesar da fraqueza econômica, prefere observar dados adicionais antes de agir de forma mais contundente.
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