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US$ 300 bilhões evaporam e sinalizam início do colapso do setor de software

US$ 300 bilhões evaporaram após o lançamento de IA, sinalizando realocação de valor para sistemas baseados em agentes e mudanças na previsibilidade do SaaS

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  • Na terça-feira, US$ 300 bilhões em valor de mercado evaporaram entre empresas de SaaS, dados e software exposto a investimentos, após o lançamento de um produto de inteligência artificial.
  • Empresas como Salesforce, ServiceNow, Adobe e Workday caíram cerca de 7%; Intuit recuou quase 11%, e o IGV Software já mostrava queda de ~30% desde o pico de setembro.
  • O múltiplo de preço futuro do setor caiu de 39 para cerca de 21 vezes em poucos meses, com investidores apostando contra o SaaS tradicional.
  • Analistas apontam que a IA permite substituir grande parte dos fluxos de trabalho humanos entre diferentes sistemas, mudando a forma como o valor é capturado no mercado de software.
  • Estima-se que, até 2030, mais de 60% da economia do software possa operar por meio de agentes de IA, reduzindo a dependência de licenças tradicionais e impactando private equity e crédito privado.

Diversas empresas de software corporativo sofreram perdas expressivas em um único dia, após o lançamento de um produto de inteligência artificial. Na terça-feira, 3 de fevereiro, cerca de US$ 300 bilhões em valor de mercado evaporaram entre firmas de SaaS, dados e investimentos expostos a software.

O recuo atingiu nomes como Salesforce, ServiceNow, Adobe e Workday, que caíram em torno de 7% cada uma. A Intuit acumula queda próxima de 11%. Ao mesmo tempo, os múltiplos de preço do setor recuaram abruptamente.

O recuo do setor acompanhou a forte compressão do múltiplo de lucro esperado, que caiu de cerca de 39 para 21 vezes, em poucos meses. Em 2026, investidores já lucraram mais de US$ 20 bilhões apostando contra o SaaS tradicional.

O que mudou não foi apenas o desempenho trimestral, mas a velocidade de mudança na avaliação de risco. O ponto central é a crescente possibilidade de substituição de fluxos de trabalho por IA.

O mercado tem visto a IA substituir partes significativas de atividades como pesquisa, análise, redação e coordenação entre sistemas. Essas tarefas podem ocorrer de forma autônoma, cruzando plataformas diferentes.

A percepção de risco aumentou, segundo especialistas, com a ideia de que a IA redefine como o valor é capturado no software. Produtos antigos perdem relevância frente a soluções baseadas em agentes de IA.

Segundo estimativas do Goldman Sachs, até 2030 a IA pode representar a maior parcela da economia do software, deslocando o peso das licenças tradicionais. Mais de 60% da atividade pode ocorrer por meio de agentes.

Essa transição implica menos dependência de licenças, mais foco em resultados. As empresas passam a pagar pelo que entregam, não apenas pela presença de um software legado.

Investidores de private equity e crédito privado já observam efeitos: a erosão de margens surge antes da quebra de contratos, aumentando a percepção de risco em carteiras expostas a software.

A narrativa atual não é o fim do software, mas uma realocação de valor dentro de um mercado maior. O eixo de inovação se desloca para plataformas de IA que conectam serviços e automatizam fluxos.

Mercados privados e privados obtêm impactos indiretos: a demanda por estruturas de crédito baseadas em software pode enfrentar novas dinâmicas de precificação e risco.

A reportagem ressalta que a liquidação reflete transformação econômica profunda, não apenas frustração de resultados pontuais. O setor passa a medir validade de modelos recorrentes diante da IA.

Fonte: matéria originalmente publicada em Forbes.

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