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Bebidas com THC chegam a arenas esportivas apesar de proibição iminente nos EUA

Bebidas com THC chegam a arenas nos EUA, desafiando a proibição federal pendente e pressionando por novo marco regulatório

Señorita e Rythm são bebidas com THC derivado do cânhamo
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  • A partir de fevereiro, bebidas com THC passam a ser vendidas no United Center, em Chicago, sendo a primeira arena do porte a comercializá-las em shows e eventos; não serão vendidas durante jogos do Bulls ou Blackhawks.
  • O empresário Ben Kovler, CEO da Green Thumb Industries, lidera a aposta; a GTI tem atuação nacional e aquisições/alianças com a Rythm Inc., que licencia marcas da GTI para bebidas com THC derivado do cânhamo.
  • A legalidade permanece complexa: a indústria de cânhamo vale cerca de US$ 28 bilhões, mas a legislação federal ameaça restringir a venda de produtos com THC derivado do cânhamo, dependendo de um novo marco regulatório.
  • A Rythm, empresa menor na linha de negócios, já lucrou milhões e depende da mudança regulatória; a GTI investiu pesado na parceria, incluindo aquisição de participação e licenciamento de marcas.
  • Mesmo com incerteza regulatória, a demanda por bebidas com THC cresce, com varejistas e distribuidores interessados em manter o ritmo, buscando oferecer opções ao público consumidor sem depender do canal de dispensários.

A partir de fevereiro, bebidas com THC passam a ser vendidas no United Center, em Chicago, permitindo consumo em shows e eventos ao vivo, mas não durante jogos do Chicago Bulls ou do Chicago Blackhawks. A iniciativa é liderada pelo empresário Ben Kovler, CEO da Green Thumb Industries (GTI).

O movimento coloca o United Center na vanguarda de arenas americanas ao comercializar derivados de cânhamo, em um momento de tensão regulatória. Kovler atua também como presidente do conselho da Rythm Inc., empresa que licencia marcas da GTI para fabricar bebidas com THC derivado do cânhamo.

A indústria de cânhamo, avaliada em cerca de US$ 28 bilhões, enfrenta incertezas desde o fim de 2024. O texto da lei que reabriu o governo manteve dispositivos que restringem a venda de produtos com THC derivado do cânhamo, incluindo bebidas, comestíveis e outros itens.

A Rythm, empresa menor listada na Nasdaq, lucrou US$ 6,6 milhões nos primeiros nove meses de 2025 e licencia marcas da GTI para bebidas com THC derivado do cânhamo. Kovler afirma que a empresa pode mudar de rota se a proibição federal for mantida ou endurecida.

A GTI investiu fortemente na Rythm, adquirindo participação de quase 50% em 2024 e financiando a parceria com marcas como Señorita. Além disso, a GTI passou a licenciar seu portfólio para que a Rythm fabrique bebidas com canabinóides derivados do cânhamo.

Dados de 2024 indicam que a categoria de bebidas com THC representa entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3 bilhão, e fica em torno de 3% do mercado total de cannabis. Especialistas apontam que a participação é ainda menor quando medido por unidades de venda.

Empresas de bebidas e varejo pressionam pela manutenção ou flexibilização do mercado de THC derivado do cânhamo. Kovler sustenta que a demanda do consumidor por THC tem ganhado impulso no varejo, com interesse de distribuidores e redes de lojas em ampliar a oferta.

Segundo Kovler, o objetivo é acompanhar o que os consumidores desejam, mesmo diante de incertezas regulatórias. A empresa aponta que clientes fora de dispensários costumam consumir bebidas com THC, ampliando o alcance do mercado.

Morgan Paxhia, investidor do setor e aliado da GTI, aposta na provável manutenção de uma exceção regulatória para bebidas com THC. Ele destaca que infraestrutura de distribuição existente pode facilitar o atendimento a novos consumidores.

A atual conjuntura sugere que bebidas com THC devem seguir como alternativa ao álcool para parte do público. Ashley Kovler, ligada à família pelo interesse no setor, aponta que muitos consumidores já enxergam o THC como opção socialmente aceitável.

A GTI e a Rythm arrolam uma presença crescente em redes de varejo especializadas e grandes distribuidores, com produtos visados para consumo fora de dispensários. A proposta é consolidar marcas que já mostram robustez em Illinois e além.

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