- Fazenda revisa para 2,3% a expansão do PIB de 2025, e mantém previsão de 2,3% para 2026, sem esperar desaceleração neste ano.
- Projeção de 2025 passou de 2,2% (novembro) para 2,3%, com mercado financeiro estimando 2,27% para o mesmo ano.
- Para 2026, a previsão de crescimento da economia ficou em 2,3%, mantendo expectativa de ritmo estável entre 2025 e 2026, apesar do juros alto.
- Setor produtivo deve registrar desaceleração na agropecuária, mas com maior expansão de indústria e serviços, segundo o Boletim Macrofiscal.
- Inflação projetada para este ano caiu a 3,6%, mantendo mesma meta alta de 2025; o dólar e a política monetária são citados como fatores de pressão descendente.
O Boletim Macrofiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica nesta sexta-feira, projeta crescimento do PIB de 2,3% em 2025, revisão acima de 2,2% feita em novembro. A estimativa para 2026 permanece em 2,3%, mantendo a previsão de manutenção do ritmo de expansão.
A pasta sinaliza que, caso essa trajetória se confirme, haverá desaceleração em comparação com 2024, mas ficará acima do desempenho de 2020, durante a pandemia. O cenário, porém, contrasta com a visão de mercado, que aponta crescimento próximo a 2,27% para 2025.
Para 2026, o governo assinala estabilidade no ritmo de expansão entre 2025 e 2026, diferentemente do que aposta o mercado financeiro, que vê menor avanço para o PIB em 2026.
A Secretaria de Política Econômica ressalta que, por setor, deve ocorrer desaceleração na agropecuária, contrabalançada por maior expansão da indústria e dos serviços. O documento aponta contribuição mista entre setores.
Em relação à inflação, o governo repôsa a queda para o IPCA em 2025, estimando 3,6% para 2026, mantendo a mesma projeção de novembro. Em 2025, a inflação ficou em 4,26%. O mercado financeiro também projeta recuo, para cerca de 3,99% em 2026.
A explicação oficial para a inflação é o avanço da defasagem de bens, aliado ao efeito do dólar mais fraco e aos efeitos defasados da política monetária, inclusive pela alta de juros. As informações constam do Boletim Macrofiscal.
Entre na conversa da comunidade