- A Toyota nomeou Kenta Kon, ex-secretário do presidente Akio Toyoda, como próximo diretor executivo, com início em primeiro de abril.
- O presidente Koji Sato deixará o cargo nessa data para tornar-se vice-presidente e assumir a recém-criada função de diretor industrial.
- Kon é reconhecido por manter controle rígido de custos e é visto como o responsável pela possível aquisição da subsidiária Toyota Industries, fortalecendo o controle da família Toyoda.
- A Toyota elevou a previsão de lucro operacional para o ano em aproximadamente doze por cento, com impacto de um iene mais fraco e cortes de custos; as ações encerraram o dia em alta de duas por cento.
- A mudança busca acelerar decisões internas diante da concorrência chinesa, com Sato focado em questões setoriais e Kon em gestão interna.
A Toyota anunciou nesta sexta-feira a nomeação de Kenta Kon como novo diretor executivo, com início previsto para 1º de abril. A mudança ocorre enquanto a montadora enfrenta competição internacional, sobretudo de rivais chineses em ascensão.
Kon é ex-secretário do presidente Akio Toyoda e atual diretor financeiro. A nomeação o coloca como principal liderança da empresa, sucedendo Koji Sato, que deixará o cargo após três anos ao comando.
O anúncio coincide com os resultados do terceiro trimestre, nos quais a Toyota elevou a previsão de lucro operacional para o ano inteiro em quase 12%, impulsionada por um iene mais fraco e cortes de custos. Ações encerraram em alta de 2%.
Nova liderança e impactos
Sato assumirá a função de vice-presidente e diretor industrial, com foco em decisões estratégicas amplas. Kon ficará responsável pela gestão interna, incluindo controle financeiro e governança corporativa, conforme a empresa visa acelerar decisões.
A mudança ocorre em meio à pressão de investidores sobre a estrutura de propriedade e a possível aquisição da Toyota Industries, subsidiária de empilhadeiras, vista como avanço da influência da família Toyoda. Investidores pedem maior transparência.
Especialistas apontam que a Toyota tem se destacado no segmento híbrido, mantendo-se líder global. Em contraste, concorrentes aceleram investimentos em elétrica, o que reforça a necessidade de agilidade na gestão.
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