- A CVM iniciou nesta segunda-feira, 9, uma nova apuração administrativa sobre as ações do Banco Master, da gestora de fundos Reag e outras entidades conectadas.
- O Conselho criou um Grupo de Trabalho para consolidar fatos, processos e informações, visando aprimorar o diagnóstico institucional e o acompanhamento das ações em curso.
- A apuração tem duração prevista de até três semanas, ao fim das quais será elaborado um relatório para apreciação pelo Comitê de Gestão de Riscos.
- A investigação da CVM não se confunde com investigações criminais em curso pela Polícia Federal e pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual de São Paulo; há apurações distintas envolvendo as mesmas entidades.
- O comitê também poderá avaliar, durante o processo, melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional.
A CVM iniciou nesta segunda-feira uma nova apuração sobre as ações do Banco Master, da gestora de fundos Reag e outras entidades ligadas ao mesmo contexto. A investigação é de natureza administrativa e acontece no âmbito do regulador do mercado de capitais no Brasil.
O Grupo de Trabalho foi criado após decisão do Comitê de Gestão de Riscos, na sexta-feira (6). O objetivo é consolidar fatos, processos e informações para aprimorar o diagnóstico institucional e o acompanhamento das ações em curso.
A apuração não se confunde com as investigações já em curso promovidas pela Polícia Federal e pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que visam o Master e a Reag em frentes criminais. O Banco Central também atua com sindicâncias internas relacionadas ao caso. Até o momento, não houve denúncia à Justiça contra os controladores.
Desdobramentos e prazos
A etapa preliminar envolve o acesso a informações de áreas de supervisão, fiscalização e acusação da própria CVM, incluindo procedimentos abertos nos últimos anos e comunicações a órgãos públicos. A autarquia também analisa o andamento de inquéritos correlatos.
A duração prevista da apuração é de três semanas. Ao fim, a CVM deverá apresentar um relatório ao Comitê de Gestão de Riscos para apreciação e deliberação. A instituição não informou novos detalhes sobre possíveis consequências regulatórias.
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