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EUA citam investimento em mineradora; Brasil, parceiro estratégico de terras raras

EUA veem Brasil como parceiro estratégico em cadeias de terras raras, com investimentos da Serra Verde e apoio a Carina ampliando cooperação

O presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: FRANCIS CHUNG/EFE/EPA/POOL)
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  • Os Estados Unidos veem o Brasil como parceiro estratégico na construção de cadeias de suprimentos críticas de terras raras e têm interesse em financiar projetos no país, principalmente em Goiás.
  • A mineradora Serra Verde, em Minaçu, Goiás, fechou acordo com a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (DFC) para investimento de US$ 565 milhões, com possibilidade de participação minoritária dos EUA.
  • Aclara Resources, especializada em terras raras pesadas, recebeu apoio da DFC para o projeto Carina, em Nova Roma, Goiás, com financiamento potencial de até US$ 5 milhões para estudos de viabilidade técnica.
  • O secretário adjunto Caleb Orr elogiou a participação do Brasil na reunião sobre minerais críticos em Washington, destacando o tom positivo para a cooperação bilateral.
  • O chamado Projeto Vault, plano dos Estados Unidos para criar estoques estratégicos de terras raras e outros minerais, pode envolver até US$ 12 bilhões; o Brasil participou da reunião e avalia ingressar na iniciativa, com possibilidade de pauta no encontro entre Trump e Lula em Washington.

O secretário adjunto do Departamento de Estado dos EUA para Assuntos Econômicos, Energia e Negócios, Caleb Orr, afirmou em entrevista online nesta quarta-feira que os EUA veem o Brasil como parceiro estratégico na construção de cadeias de suprimentos críticas, especialmente de terras raras. Ele citou o potencial de projetos conjuntos no país.

O governo americano informou interesse em financiar iniciativas no Brasil, destacando dois projetos em Goiás ligados a terras raras pesadas como exemplos de cooperação econômica entre os dois países.

Investimentos em Goiás e apoio da DFC

Na semana passada, a mineradora Serra Verde, em Minaçu, Goiás, fechou acordo com a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) para investimento de 565 milhões de dólares, com possibilidade de participação minoritária dos EUA.

Aclara Resources, também de Goiás, recebeu apoio da DFC no ano anterior para o chamado Projeto Carina, voltado à exploração de terras raras pesadas em Nova Roma. O financiamento pode chegar a 5 milhões de dólares para estudos de viabilidade técnica.

Contexto regional e o Projeto Vault

O secretário adjunto elogiou a participação do Brasil na reunião de minerais críticos em Washington, organizada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, considerado ponto positivo para a cooperação bilateral.

A reunião serviu de base para o lançamento do Projeto Vault, iniciativa de tesouro estratégico dos EUA para criar estoque de terras raras e outros minerais críticos, visando reduzir dependência da China e proteger setores como defesa e tecnologia.

Panorama internacional e posição do Brasil

Segundo a imprensa, o governo americano pode investir até 12 bilhões de dólares para fortalecer cadeias de suprimento estratégicas. O Brasil, com a segunda maior reserva global de terras raras, participou do encontro, mas avalia formalmente integrar a iniciativa.

A participação brasileira deve entrar na pauta de eventual encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Lula, em Washington. A Argentina também firmou acordo de cooperação no evento, que contou com membros de Japão, UE e México.

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