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Nova forma de fabricar aço pode reduzir a dependência dos EUA de importações

Hertha Metals testa aço com gás natural e eletricidade, reduzindo 25% de custos e 30% do consumo de energia, fortalecendo a produção doméstica

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  • A Hertha Metals, fundada por Laureen Meroueh, desenvolve produção de aço com gás natural e eletricidade, em etapa que pode também usar hidrogênio, reduzindo o uso de carvão.
  • O processo usa um forno elétrico a arco contínuo para reduzir o minério de ferro e fundi-lo em aço líquido em uma única etapa, eliminando plantas de coque e sinterização.
  • A startup diz que o método consome até trinta por cento menos energia e tem custos operacionais menores do que os siderúrgicas convencionais dos EUA, com emissões reduzidas.
  • Desde o fim de dois mil e vinte e quatro, opera, perto de Houston, um piloto de um tonelada por dia; em vinte e sete, planeja iniciar uma planta capaz de produzir dez mil toneladas por ano, com produção de ferro de alta pureza para ímãs.
  • A meta é, até 2030, atender parte da demanda de ímãs na América e, futuramente, operar uma planta comercial de siderurgia em parceria com um fabricante local, com energia de cadeia de valor integrada.

Hertha Metals, criada pela CEO Laureen Meroueh, está testando uma nova forma de produzir aço a partir de minério de ferro, usando gás natural e eletricidade. O sistema opera sem forno de coque, carbonização tradicional e outros componentes caros, prometendo menor consumo de energia e custos reduzidos.

A startup iniciou, em fim de 2024, um piloto de 1 tonelada por dia perto de Houston, no Texas. O objetivo é demonstrar a viabilidade de uma produção contínua em estágio único, que reduz minério e carbono ao mesmo tempo dentro de um forno elétrico de arco.

A empresa afirma que o método funciona com minério de qualquer formato e grau, gerando aço líquido refinado em uma única etapa. Segundo Meroueh, a tecnologia pode reduzir em 30% o consumo de energia e o custo operacional em relação aos moinhos de aço convencionais nos EUA.

Avanço e planos de expansão

Desde o início, o polo de Houston abriga o maior demonstrador de processo de fabricação de aço em única etapa já visto. Em 2025, a Hertha planeja erguer uma planta capaz de produzir 10 mil toneladas anuais de aço e, ao fim de 2027, alcançar operação plena. Além do aço, a planta produzirá ferro de alta pureza para ímãs.

A meta é reduzir a dependência de importações de ferro-gusa e ampliar o abastecimento interno de materiais estratégicos. Atualmente, o aço nos EUA é majoritariamente fabricado a partir de sucata, com iron ore importado para atingir padrões de qualidade mais elevados.

Meroueh afirma que o uso de gás natural e energia elétrica permite reduzir etapas de processamento e aceitar minério em diversas formas, aumentando a flexibilidade e a competitividade. A ideia é, eventualmente, substituir parte das fornalhas convencionais sem desativar a infraestrutura existente.

Contexto e ambição tecnológica

A empresa homenageia Hertha Ayrton, cuja atuação com arcos elétricos inspira o método de fusão utilizado. A proposta de Hertha Metals envolve reaproveitar energia residual e reduzir emissões, com recuperação de energia de cerca de 35% no processo.

A liderança planeja, em 2030, atender aproximadamente um quarto da demanda norte-americana por ímãs de neodímio por meio de ferro de alta pureza produzido domesticamente. Em parceria com uma siderúrgia dos EUA, a empresa pretende colocar uma planta comercial de aço com capacidade próxima de meio milhão de toneladas por ano, ampliando para 2 milhões de toneladas conforme o balanço financeiro permitir.

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