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Banco da Inglaterra deve cortar juros para estimular consumo, diz TUC

TUC cobra do Banco da Inglaterra cortes de juros para estimular consumo e crescimento, citando demanda fraca e desempenho britânico abaixo de pares internacionais

GDP expanded by just 0.1% in the final quarter of last year.
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  • A Trades Union Congress pediu ao Bank of England que reduza as taxas de juros para estimular o consumo e o crescimento, citando demanda fraca dos consumidores em relação aos pares internacionais.
  • O Comitê de Política Monetária do BoE votou cinco a quatro para manter os juros neste mês, em 3,75%, após seis cortes desde meados de dois mil e vinte e quatro.
  • O Produto Interno Bruto (PIB) fez expansão de 0,1% no último trimestre do ano anterior, segundo dados oficiais, com o TUC atribuindo a baixa demanda ao custo alto de empréstimos.
  • A análise do TUC aponta que, nos últimos três anos, a demanda do consumidor no Reino Unido cresceu menos que em 32 dos 37 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
  • Espera-se novo corte na reunião de março, enquanto políticas do governo visam reduzir inflação e custos de energia, com debates sobre o impacto dessas medidas na inflação.

A Trades Union Congress (TUC) pediu ao Bank of England (BoE) que reduza as taxas de juros para estimular o consumo e o crescimento econômico. A análise sindical aponta que consumidores com receita apertada estão atrás de pares internacionais e que a inflação não justifica manter o custo do crédito elevado.

O BoE manteve a taxa básica em 3,75% nesta reunião, com votação apertada de 5 a 4 para deixar os juros inalterados após seis cortes desde meados de 2024. Traders e analistas aguardam o próximo encontro em março, questionando se ocorrerá nova rodada de reduções.

A TUC destaca que o crescimento UK vem fraco. Dados oficiais mostram o PIB avançou apenas 0,1% no último trimestre, com a demanda doméstica sendo citada como principal freio. Em comparação internacional, consumo britânico cresceu mais devagar nos últimos três anos ante a média de 37 economias da OCDE.

Segundo a TUC, o consumo respondeu pela maior parte do dinamismo econômico histórico, mas não tem contribuído nos últimos dois anos. O órgão afirma que controle de inflação não deve impedir estímulos a curto prazo para sustentar famílias e comércios locais.

Política fiscal é tema recorrente. A secretária de Fazenda, Rachel Reeves, sinalizou medidas para reduzir inflação, incluindo cortes de taxas de energia a partir de abril. O BoE mantém a visão de que poucos cortes podem contribuir para devolver a inflação à meta de 2% até a primavera, conforme projeções atuais.

O chefe de economia do BoE, Huw Pill, comentou que as taxas estão próximas de um nível considerado baixo demais e que a inflação estrutural pode ficar em torno de 2,5% quando efeitos de políticas de Reeves forem considerado. Dados de mercado sobre emprego e inflação devem sair ainda nesta semana.

No cenário político, Reeves mantém foco em infraestrutura, planejamento e combate à inflação como parte da estratégia de crescimento, mesmo em meio a turbulência recente no Partido Trabalhista. A imprensa econômica acompanha como futuras leader candidates podem calibrar políticas fiscais com impactos nas expectativas de dívida sob gestão.

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