- Um estudo do Banca Ifis, apresentado pela Embaixada da Itália em Londres, aponta impacto total dos Jogos Milano Cortina 2026 em € 5,3 bilhões (US$ 6,3 bilhões; cerca de R$ 32,8 bilhões).
- A infraestrutura prioriza ativos com valor duradouro, como melhorias no transporte e acessibilidade regional, para estimular o turismo o ano todo.
- Antes dos Jogos, teriam sido investidos US$ 4,1 bilhões, principalmente no norte do país, segundo o ministro dos Transportes, Matteo Salvini.
- Espera-se 2,5 milhões de visitantes e estadias médias acima de três noites; nos 16 dias de competição, a economia pode receber aproximadamente € 1,1 bilhão.
- O legado inclui 1.700 apartamentos que serão convertidos em moradias estudantis, uso de mobiliário reaproveitado, energia 100% renovável e reaproveitamento de alimentos não vendidos.
O evento Milano Cortina 2026 representa, aos olhos da Itália, um impulso econômico e cultural. O público lotou o Stadio Giuseppe Meazza na cerimônia de abertura, em Milão, exibindo a visão de design que une esportes de inverno e culinária italiana. A imagem do país ficou em evidência na véspera de 2026.
Os Jogos ocorrem numa fase em que a premiê Giorgia Meloni consolidou a presença italiana na Europa, em meio a relações próximas com a administração dos EUA. O estudo do Banca Ifis, apresentado pela Embaixada italiana em Londres, aponta impacto total de € 5,3 bilhões (≈ US$ 6,3 bi; ~ R$ 32,8 bi).
Investimento e impacto econômico
A estratégia Milano Cortina prioriza melhorias em infraestrutura existente e instalações temporárias, não grandes complexos novos. Com isso, o investimento concentra-se em ativos de longo prazo, como transporte ferroviário e acessibilidade regional.
Segundo o ministro Matteo Salvini, US$ 4,1 bilhões foram destinados antes dos Jogos ao norte do país, fortalecendo redes de trem e metrô. A organização afirma que, apesar dos ganhos, a logística não é a edição mais fácil da história.
Nesta edição, as competições acontecem em várias cidades: Milão (cerimônia e gelo), Bormio (esqui alpino masculino), Livigno (snowboard), Predazzo (esqui cross-country) e Anterselva (biatlo), encerrando em Verona (esqui alpino feminino).
A Royalties e turismo regional devem se beneficiar por ano inteiro. A projeção é de € 1,1 bilhão de impacto econômico entre os 16 dias de evento, com efeitos amplos para comunidades montanhosas.
Legado e benefícios para negócios locais
Dados da Visa citados pela S&P Global indicam crescimento de chegadas no norte da Itália durante os Jogos, estimulado pelo evento. A expectativa é receber 2,5 milhões de visitantes, com estadias médias acima de três noites.
O estudo do Banca Ifis projeta benefícios estendidos por quase um ano. Transmissões globais devem atingir cerca de 3 bilhões de espectadores. A Reuters aponta que o turismo de montanha já crescia nos últimos 10 anos, impulsionado por redes sociais.
Shanghai World Economic Forum aponta que o legado pode atrair até 9 milhões de visitantes adicionais até o fim da década, nas cinco províncias-sede. A intenção é manter o impulso além das competições.
Legado sustentável e planejamento urbano
O Comitê Organizador prioriza a revitalização regional por meio de infraestrutura, não apenas arenas. Em Milão, a vila dos atletas dialoga com edifícios existentes, numa área ferroviária antiga.
Após o evento, 1.700 apartamentos converter-se-ão em moradias estudantis acessíveis. Há praça pública, espaços culturais e uso comunitário integrado ao entorno. A sustentabilidade é central, com móveis reaproveitados de Paris 2024.
A eletricidade virá 100% de fontes renováveis certificadas, e haverá reaproveitamento de alimentos não vendidos e reciclagem de 80% das embalagens. O objetivo é proteger a natureza e promover o turismo de forma duradoura.
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