- O Active Investor Plus visa entrou em vigor em abril de 2025, com limiares reduzidos, ausência de exigência de inglês e tempo de residência necessário caindo de três anos para três semanas; compradores podem ter imóveis acima de NZ$ 5 milhões.
- A Immigration New Zealand informou 573 candidaturas, representando 1.833 pessoas; antes das mudanças, o programa teve 116 inscrições em dois anos e meio.
- Investidores dos EUA respondiam por quase 40% das candidaturas, seguidos de China e Hong Kong; desde agosto de 2025, o número de pedidos da China mais que dobrou, de 45 para 95.
- Existem dois caminhos do “golden visa”: categoria crescimento, com investimento mínimo de NZ$ 5 milhões em três anos; categoria equilibrado, mínimo de NZ$ 10 milhões em cinco anos (o esquema anterior exigia NZ$ 15 milhões).
- Courtney e Jim Andelman, Califórnia, tornaram-se a 100ª família a obter o visto; planejam dividir o tempo entre a Nova Zelândia e Santa Bárbara e não vão comprar casa por NZ$ 5 milhões, buscando também investir em deep tech do país.
Recentes mudanças no visto de investidor na Nova Zelândia colocaram investidores americanos na liderança das solicitações, segundo dados oficiais. Desde abril de 2025, o programa Active Investor Plus reduziu exigências e abriu espaço para residência de estrangeiros ricos. O fluxo aponta para um crescimento expressivo entre 2025 e 2026.
O objetivo é captar capital para negócios e inovação, com foco em tecnologia de ponta e deep tech. Os requisitos foram flexibilizados: o investimento mínimo caiu e a exigência de tempo de residência foi drasticamente reduzida, facilitando a obtenção de residência para quem compra ativos no país.
Em relação aos números, o governo informou 573 solicitações, envolvendo 1.833 pessoas, desde a implementação das novas regras. Antes, o programa havia recebido 116 pedidos em quase dois anos. A parcela norte-americana representa quase 40% dos solicitantes, com China e Hong Kong também entre os principais perfis.
Perfil dos solicitantes e evolução por país
Desde agosto de 2025, as aplicações da China mais que duplicaram, pulando de 45 para 95 pedidos. Alemanha, Taiwan, Singapura, Vietnã, Japão e Coreia do Sul aparecem entre os outros grandes contingentes, com o Reino Unido também listado entre os mais ativos.
Na prática, o programa se divide em duas categorias: crescimento, com investimento mínimo de NZ$5 milhões em três anos, e equilíbrio, com NZ$10 milhões em cinco anos. A proposta anterior exigia NZ$15 milhões.
Caso emblemático: norte-americanos e o casal Andelman
Courtney e Jim Andelman, de Califórnia, comandam uma empresa de venture capital e tornaram-se a 100ª família contemplada pelo visto, junto com as filhas gêmeas. O benefício permitiu convivência com a Nova Zelândia e, segundo Courtney, a ideia é retribuir à comunidade.
Ela destacou que o visto também favorece negócios, citando o ecossistema de tecnologia avançada do país. O casal não comprou imóvel local, em parte pela escassez de oferta e pelos preços elevados, mantendo residência entre a Nova Zelândia e Santa Bárbara.
Implicações e contexto regulatório
Robbie Paul, CEO da Icehouse Ventures, auxiliou dezenas de candidatos, observando que muitos buscam o país como refúgio político e econômico. A narrativa atual envolve estabilidade, inglês como língua comum e forte conexão global, atrativos para investidores.
Histórico recente mostra que investidores estrangeiros também surgiram em momentos de tensão política nos EUA, levando a uma busca por mercados estáveis. A Nova Zelândia mantém banimentos a aquisição de imóveis por estrangeiros, com exceções para o novo regime de Golden Visa.
Impacto econômico e perspectivas
O Active Investor Plus já movimentou cerca de 3,39 bilhões de dólares em investimentos no país, segundo autoridades de imigração. As autoridades afirmam que a medida visa ampliar a produtividade, criar empregos e apoiar a expansão de negócios locais.
Entre na conversa da comunidade