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Santander vê Selic cair mais que o consenso e eleição não muda decisão do BC

Santander projeta Selic em 12% ao fim de 2026 e avalia pouca influência da eleição na decisão do BC

Marco Antonio Caruso, economista do Santander
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  • Santander projeta Selic em 12% ao fim de 2026, mais otimista que a mediana do Focus, que aponta 12,25%.
  • Marco Antonio Caruso diz que a eleição não deve gerar portais de mudanças rápidas na decisão do Banco Central; o foco está no endividamento fiscal.
  • BC segue cauteloso para cortar juros, para evitar superaquecimento da demanda diante de um quadro fiscal expansionista; o prêmio Brasil e a dívida pública elevada mantêm pressão.
  • Projeções para 2026 apontam PIB de aproximadamente 1,5% e inflação em torno de 3,7%; câmbio deve ficar em faixa próxima de R$ 5,40 a R$ 5,90 no ano.
  • Sobre eleições, o Santander vê impacto limitado até o pleito, com cenários de continuidade ou mudança após o voto, mas sempre com o endividamento público como questão central.

Marco Antonio Caruso, economista do Santander, afirma que a Selic pode ficar abaixo do consenso e que as eleições não devem provocar choques relevantes na decisão do BC. A avaliação foi feita em entrevista à Forbes Brasil.

Para o Santander, o cenário de inflação mais baixo e o PIB mais fraco nos próximos anos sustentam uma trajetória de cortes graduais. A projeção é de Selic em 12% no fim de 2026, frente ao consenso de 12,25%.

O economista ressalta que o BC não opera com cenários A ou B, e sim com dados atualizados. Mesmo com a eleição presidencial disputada, não espera mudanças abruptas na condução da política monetária neste período.

A cautela do BC, segundo Caruso, decorre da necessidade de contrabalançar um gasto público mais expansionista na segunda metade de 2025. O perfil fiscal mais estimulativo exige aperto de guarda para evitar superaquecimento da demanda.

O especialista cita o chamado prêmio Brasil, que envolve dívida pública elevada e juros maiores para atrair investidores. Mesmo com queda do dólar frente ao real, o ambiente fiscal continua a pressionar a moeda e as condições de financiamento.

Para 2026, o Santander projeta desaceleração moderada da atividade, com PIB em torno de 1,5% e inflação em trajetória de queda. O câmbio é visto com média de R$ 5,40 em 2026, encerrando o ano acima de R$ 5,90.

Caruso afirma que as eleições podem limitar o impacto até a primeira metade do ano, mas o cenário fiscal seguirá sendo o principal determinante. O BC, diz ele, deve agir com base em dados e evitar surpresas.

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