- Sotheby’s alterou as buyer’s premiums em todo o mundo, com Nova York passando de 27% para 28% para obras até US$ 2 milhões.
- A faixa intermediária fica em 22% para lotes entre US$ 2 milhões e US$ 8 milhões; obras acima de US$ 8 milhões mantêm 15%.
- No Reino Unido, as estruturas e faixas acompanham o ajuste, com equivalentes em libras para os limites mencionados.
- As mudanças ocorrem em um momento de queda no mercado de arte e buscam equilibrar a receita de taxas com ofertas mais competitivas para compradores e vendedores.
- A casa também concluiu, em 3 de fevereiro, a securitização de US$ 900 milhões em notas lastreadas por empréstimos de arte, incluindo carros colecionáveis, via Sotheby’s Financial Services, com avaliações positivas da operação.
Sotheby’s alterou as taxas do buyer’s premium em locais ao redor do mundo a partir de sexta-feira, 13 de fevereiro. A medida eleva custos para compradores vencedores, influenciando o caminho financeiro do setor em meio à queda das vendas de arte nos últimos anos. A mudança ocorre em um momento de busca por receita de taxas sem reduzir a atratividade de lances baixos.
A editora não comentou de forma direta sobre as alterações. Observa-se, no entanto, que casas de leilões têm testado estruturas de taxas para equilibrar receita com ofertas competitivas para vendedores e compradores. A adaptação vasculariza o ambiente de leilões neste ano.
O novo pacote de taxas de Sotheby’s envolve ajustes nos EUA e em outras praças. Em Nova York, a remunerção passa a 28% para lances até 2 milhões de dólares; a faixa intermediária fica em 22%, aplicada a lances entre 2 milhões e 8 milhões; acima de 8 milhões, fica em 15%. Em Londres, as faixas são definidas em patamares comparáveis.
A empresa confirmou que a estrutura anterior era 27% para lances até 1 milhão de dólares, com 22% para faixas maiores, e 15% para obras acima de 8 milhões. Não houve comentário adicional sobre a política de tarifas por parte de um porta-voz da casa.
Em paralelo, Christie’s também revisou suas taxas em setembro de 2025, elevando o teto de faixas conforme o valor do lance, o que intensifica o movimento de ajuste de custos entre as principais casas. As mudanças ocorrem num cenário de demanda mais contida por obras de alto valor.
O movimento de ajustamento de tarifas coincide com a busca por resultados mais robustos em receitas, apoiados por vendas privadas e de luxo. No fim de 2025, as duas casas relataram projeções de receita mais altas, alimentadas por transações privadas e grandes leilões de alto valor.
Na esteira dessas mudanças, Sotheby’s também avançou com uma linha de financiamento, por meio da Sotheby’s Financial Services (SFS). Em operação recente, a emissã o de notas lastreadas por ativos foi de cerca de 900 milhões de dólares, incluindo empréstimos garantidos por arte e, pela primeira vez, por automóveis de colecionador.
O securitização permite à Sotheby’s obter capital imediato ao vender fluxos de caixa desses empréstimos para investidores. A operação, denominada Sotheby’s ArtFi Master Trust, foi encerrada em 3 de fevereiro, com avaliações de risco geralmente positivas pela agência Morningstar DBRS. — Fato verificado.
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