- As ações da Bayer caíram até 9,2% nesta quarta-feira, com investidores receosos sobre o acordo de US$ 7,25 bilhões ligado ao Roundup.
- A empresa anunciou que chegou a um acordo para resolver dezenas de milhares de reclamações atuais e futuras sobre o herbicida, adquirido com a Monsanto em 2018.
- O ganho de 7,3% na terça-feira foi revertido por uma queda de mais de 8% na manhã seguinte.
- Analistas do JPMorgan disseram que o acordo caminha na direção correta, mas não há número de demandantes esperados nem claro quanto aceitariam; ainda depende de aprovação judicial.
- A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o mérito das ações é vista como fator decisivo; a Bayer pediu que as queixas fossem invalidadas com base na legislação estadual, defendendo prioridade da regulamentação federal.
As ações da Bayer caíram até 9,2% nesta quarta-feira, após investidores avaliarem um acordo de US$ 7,25 bilhões ligado ao Roundup. A empresa havia anunciado, na terça, acordo para resolver milhares de reclamações de responsabilidade pelo herbicida.
O avanço inicial veio na terça, com a Bayer informando o acordo para encerrar dezenas de milhares de ações atuais e futuras envolvendo o Roundup, adquirido com a Monsanto em 2018. Ainda não houve detalhamento sobre quem aderiria ao acordo.
A bolsa voltou a recuar nesta quarta, revertendo boa parte dos ganhos de terça. Por volta das 10h45, a queda já superava 8% diante da incerteza sobre adesão ao acordo e aprovação judicial.
Analistas do JPMorgan disseram que o acordo aponta na direção certa, mas destacaram ausência de dados sobre o número de demandantes que aceitariam, além de dúvidas sobre aprovação final. Vielas legais seguem em aberto.
A Suprema Corte dos EUA permanece como variável crítica para o desfecho. A Bayer pediu ao tribunal que invalide as queixas com base em leis estaduais, defendendo comando federal como prioridade. O parecer do procurador-geral dos EUA de dezembro foi citado pela empresa como respaldo jurídico.
Segundo o analista Stephan Wulf, da Oddo BHF, existem obstáculos legais a superar para que o acordo entre em vigor, e a decisão da Suprema Corte adiciona incerteza ao processo. O porta-voz da Bayer informou à Reuters que não comentaria chances na Suprema Corte.
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