Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Greve paralisa embarques agrícolas na Argentina

Greve de 48 horas de sindicatos marítimos paralisa exportação de grãos na Argentina, em protesto contra reforma trabalhista, atingindo Rosário

Protestos na Argentina, na semana passada 11/02/2026 Reuters/Martin Cossarini/Arquivo/Proibida reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • Greve de 48 horas de sindicatos marítimos paralisou a exportação de grãos e derivados da Argentina, segundo a CIARA-CEC.
  • A paralisação atingiu atracação, desatracação de navios e serviços a embarcações, principalmente em Rosário, polo agroexportador.
  • A greve começou nesta quarta-feira e vai até a meia-noite de quinta-feira, coincidindo com a paralisação geral anunciada pela CGT.
  • O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Processadora de Oleaginosas (SOEA), de San Lorenzo, aderiu à greve, acompanhando a mobilização de diversos setores.
  • O governo de Milei e autoridades destacam o impacto das greves na produtividade e no fluxo de divisas, enquanto sindicatos defendem a proteção de direitos trabalhistas.

A greve de trabalhadores marítimos paralisou as atividades de exportação de grãos e derivados na Argentina nesta quarta-feira. Sindicatos do setor protestam contra a reforma trabalhista proposta pelo governo, alvo de debates na Câmara dos Deputados. O presidente da CIARA-CEC, Gustavo Idígoras, disse à Reuters que a paralisação de 48 horas interrompe totalmente as operações de agroexportação e é uma medida de cunho político.

A greve, iniciada nesta quarta e com término previsto para a meia-noite de quinta-feira, deve se somar à paralisação geral convocada pela CGT. A ação afetou a atracação e desatracação de navios, o serviço de práticos e operações em áreas portuárias, especialmente em Rosário, um dos principais centros de exportação do país.

Além da mobilização dos marítimos, o sindicato dos trabalhadores da indústria processadora de oleaginosas (SOEA), de San Lorenzo, aderiu à paralisação. O SOEA criticou a reforma, dizendo que ela busca atender a interesses de curto prazo e erosão de direitos trabalhistas. Em Rosário, o polo agroexportador concentra grande parte das usinas de soja do país.

A reforma trabalhista, já aprovada pelo Senado, está em debate na Câmara dos Deputados. A proposta flexibiliza contratações, reduz indenizações por demissão, restringe o direito de greve e permite jornadas mais longas, segundo informações oficiais. A mobilização ocorre em meio a críticas de sindicatos, que apontam impactos sobre empregos e custos de exportação.

Analistas lembram que a Argentina é um dos maiores exportadores mundiais de óleo e farelo de soja. O governo, para seu lado, afirma que greves recorrentes prejudicam a produtividade e a capacidade de geração de divisas. Especialistas destacam que interrupções em transporte e portos afetam a atividade econômica de forma ampla.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais