- A inflação do Reino Unido caiu para 3% em janeiro, a menor desde março de 2025, aumentando as chances de um corte na taxa de juros pelo Banco da Inglaterra já no próximo mês.
- A queda foi puxada por recuos nos preços de combustível, tarifas aéreas e alimentos, segundo a Office for National Statistics.
- O PIB avançou 0,1% nos três meses até dezembro; o desemprego subiu para 5,2%, e os rendimentos do setor privado cresceram 3,4% no ano até dezembro.
- O governo, representado pela chanceler Rachel Reeves, celebra medidas do orçamento de novembro que ajudaram a reduzir o custo de vida, com expectativa de mais queda do IPC em abril.
- Reeves disse que reduzir o custo de vida é prioridade, destacando medidas como £150 de desconto nas contas de energia, congelamento de tarifas de trem pela primeira vez em trinta anos e novas isenções de taxas para prescrições.
A inflação do Reino Unido caiu para 3% em janeiro, devolvendo esperanças de uma redução antecipada da taxa de juros pelo Banco da Inglaterra. A redução acompanha previsões da maioria dos economistas do City e marca o menor nível desde março de 2025. OONS aponta que quedas nos preços da gasolina, de passagens aéreas e de alimentos explicam o recuo.
A leitura sinaliza que a inflação pode recuar rapidamente para a meta de 2% neste ano. Com o tom mais brando, economistas avaliam chance de corte já no próximo mês, enquanto o regulador monitora o ritmo de crescimento econômico, que vem desacelerando.
Dados do ONS mostram o PIB com alta de apenas 0,1% no trimestre encerrado em dezembro. O desemprego subiu para 5,2%, atingindo nível de cinco anos, e os salários do setor privado cresceram 3,4% no ano até dezembro. Esses indicadores alimentam o debate sobre política monetária.
No orçamento de novembro, a primeira-ministra financeira, Rachel Reeves, lançou medidas para reduzir o custo de vida, principalmente com cortes nas contas de energia e tarifas de trem. Tais ações são vistas como fomentadoras de uma queda adicional da inflação em abril.
A equipe econômica também destaca que o custo da cesta básica avançou pouco no mês, beneficiando as famílias com maior poder de compra. A espera é de que as medidas adotadas se traduzam em menor pressão sobre preços ao consumidor.
Contexto macroeconômico
OONS destaca que o recuo inflacionário decorre de fatores como petróleo mais barato e menor custo de matérias-primas para as empresas, além de alívio em serviços. A ata de política monetária seguirá acompanhando os próximos dados de produção, consumo e emprego.
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