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Alckmin diz Brasil não perde competitividade com tarifa de 10% dos EUA

Alckmin afirma que tarifa global de dez por cento não reduz competitividade do Brasil; decisão da Suprema Corte dos EUA abre espaço para ampliar trocas comerciais

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB). Foto: Cadu Gomes/VPR
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  • Brasil não perderá competitividade com a tarifa global de 10% anunciada pelos EUA, afirma o presidente em exercício Geraldo Alckmin.
  • Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte do tarifaço, entendendo que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso; tarifa global de 10% segue em discussão, com possíveis ajustes em sobtaxas.
  • No ápice das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam oneradas; o percentual caiu para 22% no fim do ano passado após negociações diplomáticas.
  • Setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução de barreiras; aço e alumínio ainda podem ter desdobramentos pela Seção 232.
  • Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões (10,8% do total), e o presidente dos EUA indicou que buscará novos caminhos legais para manter a política tarifária.

O Brasil não perderá competitividade com a tarifa global de 10% anunciada pelo governo dos Estados Unidos, segundo afirmou o presidente em exercício e ministro Geraldo Alckmin (PSB) nesta sexta-feira, 20. A aplicação é global, o que, segundo ele, coloca Brasil e EUA em condições iguais.

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos anulou parte do pacote tarifário imposto por Trump, considerado ilegal por violar prerrogativas do Congresso. O tribunal entendeu que a criação de tarifas é competência do Legislativo, não do Executivo.

Para Alckmin, a decisão é crucial e abre espaço para ampliar as trocas comerciais entre os dois países. Ele mencionou que, no auge das medidas, até 37% das exportações brasileiras estavam oneradas, caindo para 22% ao fim do ano passado após negociações.

Setores beneficiados

Segundo o vice-presidente, a nova tarifa não altera a posição competitiva do Brasil no comércio com os EUA. Os 10% são aplicados globalmente, o que, na visão dele, não prejudica o saldo brasileiro.

Setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução de tarifas anteriores. Produtos estratégicos como aço e alumínio ainda podem passar por desdobramentos jurídicos via normas específicas.

Impacto econômico

Especialistas avaliam que a retirada parcial das tarifas pode favorecer a retomada de exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos EUA, ao baratear importados. Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões, 10,8% do total.

Apesar do revés judicial, Trump sinalizou novas investigações e tarifas por outros instrumentos legais, mantendo a orientação de proteção à indústria americana. O diálogo bilateral deve seguir como prioridade.

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