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Citi vê efeito limitado em lucros de bancos brasileiros em 2026 com FGC

Citi vê impacto limitado nos lucros de bancos brasileiros em 2026 por adiantamento de 60 meses de contribuições ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entre 0,4% e 1,9%

Criado em 1995, o FGC ressarce os investidores em até R$ 250 mil
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  • Citi estima impacto limitado nos lucros de bancos brasileiros em 2026 devido ao adiantamento de 84 meses das contribuições ao FGC e à cobrança extraordinária de 6 pontos básicos ao ano, após a liquidação do Banco Master.
  • O efeito varia de 0,4% do lucro (Nubank) a 1,9% (Banco do Brasil), com impacto de cerca de 8 pontos básicos no capital de Nível 1 no quarto trimestre de 2025.
  • A metodologia usa custo de oportunidade de 100% do CDI e inclui Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander Brasil, Nubank, Banco Inter e ABC Brasil; pode superestimar BB, Itaú e Nubank por considerar depósitos fora do país.
  • O Conselho Monetário Nacional aprovou, em janeiro, mudanças no estatuto do FGC; o Banco Central deve formalizar entre março e maio o cronograma de parcelamento do adiantamento de 60 meses.
  • Os bancos negociam com o BC o uso de depósitos compulsórios para financiar os adiantamentos; há possibilidade de dispensa da contribuição, para reduzir custo de oportunidade e preservar metas de ROE.

O Citi avalia que o adiantamento de contribuições ao FGC, após a liquidação do Banco Master, pode oferecer um efeito limitado sobre os lucros dos grandes bancos brasileiros em 2026. O estudo aponta ajustes no financiamento do Fundo e uma sobretaxa operacional que impactam o custo de capital de forma moderada.

Segundo a equipe liderada por Gustavo Schroden, o cerne da revisão envolve adiantar 84 meses de contribuições ordinárias, o que corresponde a 1 ponto básico dos depósitos elegíveis. O cenário projeta 60 meses de adiantamento em 2026, 12 meses em 2027 e 2028, com uma contribuição extraordinária de 6 pontos básicos ao ano.

A amostra do estudo reúne Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander Brasil, Nubank, Banco Inter e ABC Brasil. Os analistas calculam custos usando 100% do CDI como custo de oportunidade para os bancos.

Contexto regulatório

Após o CMN aprovar, em janeiro, mudanças no estatuto do FGC, o próximo passo envolve o BC formalizar o cronograma para o adiantamento de 60 meses. A expectativa é de evolução entre março e maio, conforme a visão do Citi.

O banco central pode ainda conceder uma dispensa (waiver) da contribuição, dada a natureza extraordinária da situação e o fato de alguns bancos terem espaço de capital limitado. As provisões teriam ponderação de risco de 100%.

O Citi aponta que bancos negociam, via Febraban, o uso de depósitos compulsórios no financiamento desses adiantamentos ao FGC. Como os compulsórios são ativos não remunerados mantidos no BC, o redirecionamento pode reduzir custos de oportunidade para as instituições.

Impacto financeiro e desdobramentos

Para o universo de cobertura, o Citi registra impactos de 0,4% do lucro para Nubank até 1,9% para o BB, com o efeito no capital de Nível 1 estimado em cerca de 8 pontos básicos no nível do quarto trimestre de 2025. Os analistas indicam que as estimativas para BB, Itaú e Nubank podem estar um pouco acima da realidade, já que o cálculo considerou todos os depósitos, inclusive operações fora do Brasil.

Entre as medidas que podem acelerar a mitigação, o estudo aponta iniciativas de eficiência e possível reprecificação de crédito para sustentar metas de ROE. O grupo também ressalta que o uso de depósitos compulsórios, já não remunerados, pode reduzir o custo de oportunidade para os bancos.

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