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Economia britânica mais forte impulsiona anúncio de Reeves em março

Saldo público registra recorde em janeiro e impulsiona o discurso de Reeves, diante de varejo robusto e atividade empresarial, mas incertezas persistem

Rachel Reeves visit a Sainsbury's store this week.
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  • Em janeiro, o setor público registrou o maior superávit mensal desde o início dos registros em 1993, de £ 30,4 bilhões, acima da expectativa de £ 24 bilhões.
  • As vendas no varejo britânicas subiram 1,8% em janeiro, maior alta mensal em quase dois anos, impulsionadas por itens como arte, antiguidades e joias online.
  • O PMI de compras apontou aceleração da atividade privada, com expansão tanto no setor manufatureiro quanto no de serviços.
  • A inflação caiu para 3% em janeiro, alimentando expectativas de cortes adicionais de juros pelo Banco da Inglaterra.
  • O desemprego subiu para 5,2% no quarto trimestre, com riscos persistentes, especialmente entre jovens, o que traz cautela sobre o ritmo de recuperação.

A economia britânica mostrou sinais de recuperação, fortalecendo o cenário para o anúncio de primavera de Rachel Reeves, esperado para 3 de março. Dados divulgados na sexta-feira indicam mais impulso em várias frentes.

As Finanças Públicas registraram o maior superávit mensal desde o início das séries em 1993, com 30,4 bilhões de libras em janeiro. O número superou a previsão do Office for Budget Responsibility, de 24 bilhões.

As vendas no varejo subiram 1,8% em janeiro, a maior alta mensal em quase duas décadas, impulsionadas pela venda de arte e antiguidades e pelo dinamismo do comércio online. Décadas de descontos pós-natal contribuíram para o aumento.

O anúncio também foi respaldado por um aquisição de atividade privada robusta. A sondagem de gestores de compras (PMI) da S&P Global apontou aceleração na produção de manufatura e no setor de serviços, com maior demanda por novos trabalhos.

Esses movimentos ocorrem em meio à redução da inflação para 3% em janeiro, o que alimenta expectativas de cortes adicionais na taxa de juros do Banco da Inglaterra. Contudo, analistas destacam que o cenário ainda é volátil.

Oustradores indicam que o governo tem espaço de manobra fiscal, com o déficit público abaixo da projeção do OBR. Especialistas ressaltam, porém, que o horizonte além da primavera permanece incerto.

O governo terá de enfrentar a byelection de Gorton e Denton, em Greater Manchester, no dia 26 de fevereiro, um teste político para o líder trabalhista Keir Starmer.

A taxa de desemprego subiu para 5,2% no último trimestre, atingindo especialmente a juventude. O PMI de fevereiro sinalizou queda de empregos pelo 17º mês consecutivo, em resposta a custos de contratação.

Analistas alertam que um único impulso não basta para sustentar o crescimento. Ainda assim, a combinação de superávit, consumo resiliente e atividade empresarial sugere um início de ano mais saudável para o Reino Unido.

Contexto macro

  • Perspectiva de cortes adicionais de juros ganha força com inflação em queda.
  • Debate sobre possível aumento da tributação de combustíveis no fim do ano permanece incerto.
  • Reeves tem margem de manobra para a declaração de março, segundo especialistas.

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