- Trump afirmou que aumentará a tarifa global de 10% para 15% sobre produtos importados, com efeito imediato, por até 150 dias.
- O decreto usa a Seção 122 da Lei Comercial de 1974 e as tarifas adicionais passam a complementar as atuais.
- A Seção 122 permite tarifas de até 15% por até 150 dias em questões de balança de pagamentos, sujeitas a possíveis contestações legais.
- A Suprema Corte havia considerado ilegais tarifas globais amplas impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
- O governo afirmou que trabalhará na emissão de tarifas juridicamente admissíveis; mercados reagiram com alta da bolsa de Nova York e queda do dólar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado que elevará a tarifa global temporária sobre produtos importados de 10% para 15%. A medida, que permanece válida por 150 dias, é baseada na Seção 122 da Lei Comercial de 1974 e visa questões graves na balança de pagamentos. A atualização entra em vigor de forma imediata.
A mudança ocorre após a Suprema Corte dos EUA ter considerado ilegais as amplas tarifas globais impostas por Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A decisão complicou o atual arcabouço de tarifas do governo, abrindo espaço para novas ações legais.
O decreto prevê que as novas taxas se somem às tarifas já vigentes e mantém o teto de até 15% por até 150 dias. Durante esse período, o governo trabalhará na emissão de tarifas que sejam legalmente admissíveis, segundo a administração.
Apesar da oposição jurídica, Trump afirmou, em entrevista, que existem alternativas disponíveis que podem gerar maior arrecadação e fortalecer a posição econômica do país. O discurso enfatizou a defesa de práticas comerciais consideradas desleais por outros países e empresas.
A reação de mercados foi mista. Ontem, a bolsa de Nova York registrou alta, enquanto o mercado brasileiro atingiu novo recorde. O dólar recuou frente ao real, impulsionado pela percepção de menor viés tarifário global.
Analistas haviam avaliado a tarifa global de 10% como branda, dada a margem legal permitida. Com o aumento para 15%, espera-se volatilidade de curto prazo, com possíveis ajustes no início da próxima semana.
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