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Brasil e Índia assinam acordo sobre terras raras

Brasil e Índia assinam acordo sobre terras raras em Nova Délhi, fortalecendo cadeias de suprimentos e elevando o comércio bilateral para 30 bilhões de dólares até 2030

Lula e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em Nova Délhi
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  • Brasil e Índia assinam em Nova Délhi um acordo sobre terras raras para fortalecer cadeias globais de suprimentos.
  • O ato ocorreu na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro Narendra Modi.
  • O comércio bilateral, hoje em torno de US$ 15 bilhões, pode chegar a US$ 20 bilhões até 2030, com a possibilidade de atingir US$ 30 bilhões conforme o ritmo das negociações.
  • Além das terras raras, foram assinados memorandos em comércio, defesa, empreendedorismo e saúde, com foco em ampliar a cooperação farmacêutica.
  • O Brasil, com grandes reservas de terras raras e peso na produção de minério de ferro, pretende ampliar investimentos em energias renováveis e minerais estratégicos.

Brasil e Índia firmaram neste sábado, em Nova Délhi, um acordo sobre terras raras e minerais críticos. O entendimento foi assinado na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro‑ministro Narendra Modi, fortalecendo a cooperação em cadeias globais de suprimento.

O acordo busca ampliar a presença de ambos os países em setores de tecnologia, indústria e defesa, com foco em minerais estratégicos usados em semicondutores, baterias, turbinas eólicas e componentes de alta tecnologia. O Brasil abriga uma das maiores reservas mundiais de terras raras.

Principais pontos do acordo

Além das terras raras, foram assinados memorandos em comércio, defesa, empreendedorismo e saúde. Modi destacou a perspectiva de ampliar a cooperação farmacêutica para reduzir preços de medicamentos. Lula ressaltou o papel da parceria no desenvolvimento inclusivo e na expansão de tecnologia.

No âmbito econômico, o comércio bilateral atual é de cerca de US$ 15 bilhões. Metas apontadas pelos líderes tentam elevar para US$ 20 bilhões até 2030 e, segundo Lula, até US$ 30 bilhões diante do ritmo das negociações. A cooperação envolve tecnologia, inovação e infraestrutura digital.

Impactos e perspectivas

O acordo revela interesse em fortalecer as cadeias de suprimento globais com maior resiliência. O Brasil, além de terras raras, é um grande produtor de minério de ferro, essencial para a indústria do aço. A Índia busca assegurar acesso estável a matérias-primas para infraestrutura e industrialização.

Os compromissos incluem avanços em câmbio tecnológico, com ênfase em semicondutores, além de cooperação em energia renovável e defesa. Lula reiterou a ideia de operações comerciais em moedas locais, sem a criação de uma moeda comum no Brics.

Com informações da Agência Brasil e Reuters.

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