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Câmara prioriza acordo Mercosul-UE enquanto há dúvidas sobre tarifas de Trump

Câmara prioriza o acordo Mercosul-UE diante de dúvidas sobre tarifas dos EUA, designando Marcos Pereira como relator para acelerar a ratificação

Lula e Hugo Motta durante encontro em Brasília: presidente da Câmara promete acelerar votação de acordo Mercosul-UE, uma das prioridades do governo no Congresso. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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  • A Câmara dos Deputados vai priorizar na próxima semana a votação do acordo Mercosul‑UE, para ampliar a área de livre comércio, em meio a dúvidas sobre novas tarifas dos EUA.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou nas redes sociais que o Brasil precisa de previsibilidade nas relações econômicas e designou o deputado Marcos Pereira, ex‑ministro, como relator do tema.
  • O acordo, negociado ao longo de vinte e seis anos, prevê redução gradual de tarifas, maior acesso a mercados e regras comuns em áreas como compras governamentais e propriedade intelectual.
  • Economistas e o governo veem acordos bilaterais ou regionais como estratégia para diversificar mercados diante de possível ciclo protecionista dos Estados Unidos, que pode impactar aço, alumínio, agro e manufaturados.
  • O acordo ainda enfrenta resistências políticas e ambientais na Europa, especialmente na França; se avançar na Câmara, seguirá para as etapas de ratificação e ajustes regulatórios, em meio a expectativa de reunião entre Lula e Donald Trump em Washington no próximo mês.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Republicanos-PB, informou que a Câmara vai priorizar na próxima semana a votação do acordo Mercosul-UE. A ideia é criar a maior área de livre comércio do mundo em resposta às incertezas sobre tarifas americanas.

Motta afirmou em redes sociais que, diante das dúvidas sobre a política comercial dos Estados Unidos, o Brasil precisa buscar previsibilidade nas relações econômicas. A estratégia passa pela ratificação do acordo, negociado ao longo de 26 anos.

Ele designou como relator o deputado Marcos Pereira, Republicanos-SP, ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Pereira participou das etapas de construção do acordo e preside o seu partido.

A Câmara atua em meio à apreensão no governo e no setor produtivo com a possibilidade de novas medidas protecionistas dos EUA, o chamado tarifaço, que pode afetar cadeias globais.

Analistas veem acordos bilaterais e regionais como instrumento para diversificar mercados e reduzir riscos diante de um ambiente de comércio internacional mais contencioso.

O Mercosul-UE prevê redução gradual de tarifas, maior acesso a mercados e regras comuns em compras governamentais e propriedade intelectual, com ganhos para exportações brasileiras em setores industriais e agropecuários.

A negociação enfrenta resistências políticas e ambientais na Europa, especialmente na França, o que pode atrasar a entrada em vigor do acordo para o Brasil.

Caso avance na Câmara, o acordo ainda seguirá para ratificação e ajustes regulatórios, além de acompanhar negociações complementares entre os blocos.

Enquanto isso, o debate sobre o endurecimento comercial dos EUA segue no radar de Brasília, influenciando decisões de política externa e comércio. A próxima reunião entre Lula e Trump está prevista para o próximo mês em Washington.

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