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Acordo bilionário de chips de IA entre Meta e AMD movimenta o setor

Meta fecha acordo bilionário com AMD para até seis gigawatts de GPUs, com direito a até 160 milhões de ações e metas de desempenho, impulsionando a IA

O acordo também daria à Meta o direito de subscrição para adquirir até 10% das ações da AMD
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  • Meta anunciou um acordo com a AMD para usar até seis gigawatts de GPUs voltadas à IA, com início de implementação no segundo semestre de 2026, e a empresa pode deter até 10% das ações da AMD com metas de desempenho.
  • A empresa terá direito a comprar até 160 milhões de ações ordinárias da AMD ao preço de US$ 0,01 por ação, conforme atingirem marcos de entrega dos gigawatts solicitados; o primeiro lote é liberado após o envio do primeiro gigawatt, e os demais conforme avançam as GPUs. A última parcela depende da AMD alcançar ações a US$ 600.
  • Os termos financeiros não foram detalhados, mas veículos de imprensa apontam que o acordo pode chegar a dezenas de bilhões de dólares, com parâmetros muito próximos aos do acordo entre AMD e a OpenAI anunciando em outubro.
  • As ações da AMD subiram cerca de 7% após o anúncio, Nvidia teve queda momentânea, e as ações da Meta recuaram aproximadamente 0,7% na manhã de terça-feira.
  • A parceria pode desafiar a posição da Nvidia no mercado de GPUs para IA, embora a Meta siga sendo cliente da Nvidia e tenha anunciado, recentemente, outro acordo plurianual com a Nvidia para GPUs e outros hardwares.

A Meta anunciou um acordo com a AMD para avançar em IA, envolvendo a aquisição de até seis gigawatts de GPUs da fabricante e a possibilidade de comprar até 10% de suas ações. O acordo guarda semelhanças com o que a AMD fechou com a OpenAI em outubro.

A Meta informou que começará a implementar as GPUs até o segundo semestre de 2026, visando otimizar a inferência de IA. O uso das GPUs é orientado a acelerar tarefas de processamento de IA nos seus serviços e infraestrutura.

Além disso, a Meta terá direito de adquirir até 160 milhões de ações ordinárias da AMD a US$ 0,01 por ação, condicionado a metas de desempenho ligadas à implementação das seis gigawatts de GPUs. A liberação do primeiro lote depende do envio do primeiro gigawatt.

Os demais lotes dependem da conclusão gradual do projeto, com pagamentos extras condicionados a etapas de desempenho. De acordo com documentos à SEC, a última parcela está vinculada ao atingimento de US$ 600 por ação da AMD.

Fontes próximas citadas por veículos indicam que o acordo pode alcançar dezenas de bilhões de dólares, mantendo semelhança com o arranjo firmado entre AMD e OpenAI. A imprensa também aponta que os termos não foram detalhados publicamente pela empresa.

Mercado reage de forma positiva à notícia: as ações da AMD subiram cerca de 7% pela manhã, negociadas perto de US$ 210. A Nvidia, concorrente, registrou queda momentânea de cerca de 0,3%. A Meta caiu cerca de 0,7% na mesma sessão, em torno de US$ 632 por ação.

A CEO da AMD, Lisa Su, teve seu patrimônio estimado em US$ 1,4 bilhão, após o movimento de alta das ações que acompanhou a notícia. Su tem passagem pela Texas Instruments e IBM, assumindo a liderança da AMD desde 2014.

O acordo com a AMD surge em meio a uma série de parcerias da Meta no campo de hardware para data centers. A empresa mantém relacionamento com a Nvidia, que continua fornecendo GPUs para seus ambientes, com valores não divulgados pela companhia.

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