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Governo projeta ganhos de exportação com Mercosul-UE e aposta em trunfo eleitoral

Governo vê ganho de exportações e ganho político com o acordo Mercosul-UE, que segue para o Senado e pode ampliar investimentos e reduzir tarifas

Cúpula do Mercosul tem divergências entre Lula e Milei sobre Venezuela e acordo com UE — Foto: Reprodução/Jornal Nacional
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  • Câmara dos Deputados aprovou os termos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia; o texto segue para o Senado, e todos os países devem aprovar internamente as cláusulas antes de entrar em vigor.
  • O acordo, negociado há mais de vinte e cinco anos, prevê redução gradual de tarifas e regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
  • O governo aponta ganhos como ampliação das exportações, atração de investimentos, abertura de mercados para agronegócio e indústria, além de redução de tarifas e maior segurança jurídica para investimentos.
  • Politicamente, o governo Lula vê o tratado como ativo estratégico para diversificar parceiros, ampliar a presença internacional e reforçar cooperação com países europeus em temas ambientais e de desenvolvimento sustentável.
  • Projeções do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam impacto positivo em cerca de 0,34% do PIB (aprox. R$ 37 bilhões) e aumento de investimentos em 0,76% (aprox. R$ 13,6 bilhões) no longo prazo.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira os termos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O texto segue para o Senado, onde depende do aval final para a ratificação interna no Brasil. O acordo foi negociado por mais de 25 anos e prevê redução gradual de tarifas, regras para produtos industriais e agrícolas, investimentos e padronização regulatória.

A avaliação do governo é de que o acordo amplia o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, especialmente do agronegócio, reduz tarifas e facilita a integração em cadeias globais de produção. Também traria maior segurança jurídica para investimentos e abertura de compras públicas. O marco é visto como estratégico para a diplomacia brasileira.

Status do processo

Aprovado na Câmara, o texto agora aguarda análise do Senado e, em seguida, a ratificação interna. O governo entende que a assinatura completa depende de cumplicidade de todos os países membros do bloco para vigorar.

Benefícios econômicos esperados

O Ministério do Desenvolvimento aponta impactos em comércio, investimentos e competitividade. Projeções indicam ganho de cerca de 0,34% do PIB brasileiro e aumento de investimento de aproximadamente 0,76% no longo prazo.

Contexto político e estratégico

Gestão Lula destaca o acordo como demonstração de capacidade de articulação externa. No plano interno, a articulação diplomática é apresentada como forma de diversificar parcerias e fortalecer a presença internacional do Brasil, com foco também em temas ambientais e de desenvolvimento.

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