- Lucro líquido do quarto trimestre foi de R$ 13,7 bilhões, frente a R$ 1,11 bilhão no mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo reconhecimento de R$ 12,36 bilhões em ativo fiscal diferido.
- A Axia revisou a projeção de resultados tributáveis, citando mudanças devido a preços de energia, menor alavancagem e ajuste de premissas de mercado.
- Preços de energia no Brasil vêm subindo, influenciados por hidrologia desfavorável e maior participação de geração renovável na matriz elétrica.
- Excluindo efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado ficou em R$ 1,25 bilhão, alta de 141% ante o quarto trimestre de 2024, com redução de PMSO e menor IR/CS.
- EBITDA regulatório ajustado foi de R$ 5,75 bilhões, alta de 12,9%; a comercialização de energia no trimestre somou 31,4 TWh, queda de 11,8%, enquanto a margem de contribuição no mercado livre subiu para R$ 101 por MWh.
A Axia Energia (ex-Eletrobras) informou que executou lucro líquido de R$ 13,7 bilhões no quarto trimestre, ante R$ 1,11 bilhão em igual período de 2024. O salto ocorreu principalmente pelo reconhecimento de R$ 12,36 bilhões em ativo fiscal diferido, após mudanças nas estimativas de lucros tributáveis futuros.
A elétrica afirmou que a projeção de resultados tributáveis mudou bastante em relação a 2024, com fatores como precificação de energia e menor alavancagem influenciando o cenário. A empresa citou adesão a premissas de mercado mais alinhadas ao ambiente atual.
Sobre os preços de energia, a Axia aponta adoção de premissas que refletem uma curva de evolução de preço distinta das estimativas anteriores, com elevação nos valores de referência no Brasil. O aumento ocorre em meio a condições hidrológicas adversas e a maior participação de geração renovável intermitente.
No âmbito da alavancagem, a companhia destacou melhoria operacional, redução de custos e despesas, crescimento das receitas de transmissão e a não obrigatoriedade de investimentos na usina Angra 3, entre outros fatores.
Excluindo itens não recorrentes, o lucro líquido ajustado ficou em R$ 1,25 bilhão, avanço de 141% ante o mesmo período de 2024. O desempenho refletiu queda de PMSO, menor volume de provisões e menor despesa de IR/CS.
O Ebitda regulatório ajustado somou R$ 5,75 bilhões, alta de 12,9% na comparação anual. A Axia destacou que a venda de energia gerou efeitos positivos de margem na geração.
Na prática, a comercialização de energia pela companhia, incluindo todos os mercados, atingiu 31,4 TWh no quarto trimestre de 2025, queda de 11,8% frente aos 35,6 TWh de 2024.
Apesar da queda de volume, a margem de contribuição da energia comercializada no mercado livre e no curto prazo subiu, com o preço spot em alta. A margem passou de R$ 78/MWh para R$ 101/MWh entre os dois períodos.
A Axia, assim como a Copel, reiterou estratégia de segurar contratos de longo prazo para explorar oportunidades nos preços spot, buscando capturar a valorização de curto prazo.
Entre na conversa da comunidade