Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Credores barram divisão da Raízen e exigem aporte de capital

Credores barram desmembramento da Raízen e pressionam por recapitalização acima de R$ 20 bilhões; Shell sinaliza aporte de R$ 3,5 bilhões

Bomba de abastecimento de etanol em posto de combustíveis
0:00
Carregando...
0:00
  • Credores resistem à proposta de dividir a Raízen em duas unidades e pressionam por maior aporte de capital para a empresa manter operação integrada.
  • O BTG Pactual propôs separar a atividade de distribuição de combustíveis dos outros ativos, com a unidade de postos recebendo capital novo do banco, mas a ideia não foi bem recebida pelos credores.
  • A Shell sinalizou um aporte de cerca de R$ 3,5 bilhões, enquanto o mercado estima que serão necessários mais de R$ 20 bilhões para recapitalizar a Raízen.
  • A Raízen registrou prejuízo líquido trimestral de R$ 15,6 bilhões e sinalizou relevante incerteza sobre a continuidade das operações.
  • A dívida líquida da empresa chegou a R$ 55,3 bilhões em dezembro, impactada por investimentos elevados, clima instável e incêndios em canaviais, que reduziram o esmagamento.

A proposta para dividir a Raízen, produtora de açúcar, etanol e distribuidora de combustíveis, enfrenta forte resistência dos credores na rodada de discussões sobre revitalização e recapitalização da empresa. A ideia envolve separar o negócio de distribuição de combustíveis dos demais ativos.

Segundo fontes, o BTG Pactual, que administra participação no grupo controlador da Cosan, sugeriu desmembrar a Raízen em duas unidades, com a unidade de postos buscando capital novo junto ao banco. A proposta não recebeu apoio dos credores.

Os credores defendem manter a Raízen como um todo para favorecer uma recuperação mais rápida e pressionam acionistas a aportar o máximo de capital possível. A Raízen, Cosan, Shell e BTG Pactual não comentaram.

A Shell reiterou que trabalha para apoiar a desalavancagem da Raízen, em conjunto com Cosan. A decisão sobre o caminho a seguir permanece sob avaliação das partes envolvidas.

A pauta ganhou atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com representantes do BNDES e da Petrobras para tratar do tema no ano passado e novamente neste mês, segundo fontes. Em pauta, o papel estatal na eventual capitalização.

Acerca da participação pública, nem o BNDES nem a Petrobras demonstraram interesse em aportar recursos na Raízen. A Petrobras, impedida de investir em distribuição após a venda da Vibra Energia, não analisa ativos da Raízen no momento.

A Raízen acumula instabilidade financeira: a dívida líquida fechou dezembro em torno de R$ 55,3 bilhões, resultado de investimentos elevados, clima adverso e incêndios em canaviais, que reduziram volumes de esmagamento.

Enquanto o mercado estima necessidade de mais de R$ 20 bilhões em capital novo, a Shell já sinalizou possível aporte de cerca de R$ 3,5 bilhões para manutenção da operação, conforme reportado pela Reuters.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais