- Reag, liquidada pelo Banco Central, ainda assina informes do Arena Fundo de Investimento Imobiliário, que administra a Neo Química Arena.
- O último protocolo registrado ocorreu em 18 de janeiro, com referência ao mês de janeiro, assinado pela Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários S/A.
- O Corinthians informou que está em processo de transferência junto ao liquidante e ao novo administrador.
- No informe mensal de janeiro, a Reag diz deixar R$ 21,8 milhões para necessidades de liquidez do fundo.
- A Reag geria o fundo desde 2022 para garantir repasses ao clube em uma dívida de R$ 655 milhões e é alvo de investigações por fraudes financeiras; a empresa nega ligação com crime organizado.
O Banco Central liquidou a Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários S/A, que, mesmo assim, continua assinando informes da gestão do fundo responsável pela administração da Neo Química Arena, estádio do Corinthians. A documentação aparece em informes públicos na CVM, anexados pela Arena Fundo de Investimento Imobiliário no sistema da BM&FBOVESPA. O último protocolo ocorreu na semana passada, dia 18, com referência a janeiro.
A assinatura dos relatórios permanece sob responsabilidade da Reag, segundo a documentação acessada pela ESPN. A empresa foi liquidada pelo BC por irregularidades financeiras, enquanto o fundo segue recebendo itens de gestão vinculados ao estádio. O clube afirmou que está em processo de transferência junto ao liquidante e ao novo administrador.
No informe mensal referente ao primeiro mês do ano, a administração aponta 21,8 milhões de reais para necessidades de liquidez do fundo. Em 16 de janeiro, o Corinthians confirmou aprovação da Caixa para substituir a Reag na gestão contábil da arena, conforme nota publicada pelo clube, que informou ter buscado a mudança ainda em agosto.
Contexto da mudança de administradora
O Corinthians explicou que, em meados de agosto de 2025, após a deflagração da Operação Carbono Oculto e a reavaliação de riscos regulatórios, iniciou as tratativas para substituição da administradora e da gestora do fundo, em conjunto com a Caixa Econômica Federal.
A Reag assumiu a gestão do fundo em 2022 para assegurar o fluxo de repasses de valores do clube à estatal, em uma dívida estimada em 655 milhões de reais. A empresa figura em investigações de fraudes envolvendo o Banco Master e opera sob a mira de operações de compliance relacionadas a ligações com o crime organizado, embora a Reag negue vínculos com atividades criminosas.
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