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UE acelera acordo comercial com Mercosul, gerando polêmica

União Europeia aplica provisionalmente acordo com Mercosul para obter vantagem inicial, com eliminação de tarifas de cerca de 4 bilhões de euros e oposição de agricultores franceses

A man holds placards, as French farmers from FNSEA and Jeunes Agriculteurs farm unions take part in a demonstration to protest against the EU-Mercosur free trade agreement, in Strasbourg, France, January 20, 2026.
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  • A União Europeia vai aplicar provisionalmente o acordo de livre comércio com o Mercosul para assegurar vantagem inicial.
  • A Comissão Europeia fechou o maior acordo em termos de reduções tarifárias com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, após 25 anos de negociações.
  • A UE planeja eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações da União.
  • Países como Alemanha e Espanha veem o acordo como essencial para compensar tarifas dos EUA e reduzir a dependência da China em minerais críticos.
  • A oposição, liderada pela França, afirma que o acordo pode aumentar a importação de carne bovina barata, açúcar e frango, prejudicando agricultores nacionais.

A União Europeia vai aplicar de forma provisória um acordo de livre comércio com o bloco sul-americano Mercosul para garantir vantagem de antecipação, disse na sexta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O anúncio acontece em meio a negociações que duraram 25 anos. Local: Bruxelas.

O pacto, considerado o maior acordo entre a UE e parceiros em termos de reduções tarifárias, envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O bloco europeu planeja eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações da UE.

Segundo a Comissão, a aplicação provisória visa assegurar ganhos de acesso ao mercado antes de entrave político ou mudanças econômicas que possam atrasar a assinatura plena. Alegam que o acordo ajuda a manter competitividade frente a tarifas dos EUA e a depender menos de importações da China em setores críticos.

Apoios ao acordo vêm de Alemanha, Espanha e outros, que veem o pacto como forma de compensar perdas provocadas por tarifas americanas e reduzir a dependência de minerais estratégicos.

Críticos, liderados pela França, apontam riscos para agricultores locais, com temores de aumento de importações de carne bovina, açúcar e aves. Protestos e pressão política envolvem o tema, com debates sobre impactos na agricultura doméstica.

A ideia é que o acordo favoreça exportações da UE, ao mesmo tempo em que busca ampliar o comércio com a região, mantendo a conformidade com padrões regulatórios e ambientais. Fontes indicam que o texto final continua sujeito a aprovações nacionais e parlamentares.

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