- GPA contratou Munhoz Advogados para reestruturar a dívida, segundo fontes da Bloomberg News; a empresa nega discussões sobre recuperação judicial.
- O grupo que controla as redes Pão de Açúcar e Extra busca negociações organizadas com credores, incluindo alongamento de prazos, redução de custos financeiros e monetização de créditos tributários.
- A dívida líquida da GPA subiu para R$ 2,08 bilhões e a relação dívida líquida/Ebitda passou a 2,4 vezes ao fim de 2025, ante 1,6 vez no ano anterior, com vencimentos significativos em 2026.
- A administração informou medidas para mitigar riscos, como negociações para alongar prazos de dívida e melhoria de eficiência, com a Alvarez & Marsal contratada em 7 de janeiro.
- Varejistas brasileiros enfrentam juros elevados e endividamento alto, contexto em que a GPA busca reorganizar sua operação principal de alimentos.
O GPA, controlador das redes de varejo Pão de Açúcar e Extra, contratou Munhoz Advogados para conduzir a reestruturação de sua dívida, segundo pessoas que falaram com a Bloomberg News. A operação visa organizar acordos com credores.
A empresa negou qualquer negociação sobre recuperação judicial. A Munhoz Advogados não se manifestou. Fontes citam que o movimento busca melhorar condições de financiamento para o grupo.
Varejistas no Brasil enfrentam juros elevados e altos níveis de endividamento, cenário que impacta o GPA. Em 25 de fevereiro, a administração informou medidas para mitigar riscos ligados a vencimentos de dívidas em 2026.
A GPA informou no balanço do quarto trimestre que negocia alongamento de prazos, redução de juros e monetização de créditos tributários, entre outras ações para reduzir a alavancagem.
A relação dívida líquida/Ebitda ao fim de 2025 atingiu 2,4 vezes, ante 1,6 vez em 2024. A dívida líquida subiu para R$ 2,08 bilhões, de R$ 1,39 bilhão no ano anterior.
Medidas para reestruturação e melhoria de performance
Em 7 de janeiro, o GPA anunciou a contratação da divisão de melhoria de performance da Alvarez & Marsal para apoiar o plano de eficiência até 2026. A administração afirma buscar maior eficiência operacional.
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