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Oncoclínicas encara rolagem de R$ 1 bi após troca de CEO e rebaixamentos

Nova liderança deve ser anunciada em breve, enquanto a Oncoclínicas precisa rolar ao menos R$ 1 bilhão em dívidas em 2026 sob pressão de refinanciamento

Oncoclínicas: companhia precisa rolar ao menos R$ 1 bilhão em 2026 com caixa inferior a R$ 100 milhões, segundo a Fitch Ratings.
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  • A Oncoclínicas planeja substituir o fundador Bruno Ferrari como CEO, com anúncio do novo líder nos próximos dias, segundo fontes próximas citadas pela Bloomberg Línea.
  • A empresa precisa rolar ao menos R$ 1 bilhão em dívidas em 2026 para honrar vencimentos e o caixa esperado para o período; a dívida bruta era de R$ 4,8 bilhões em setembro de 2025.
  • A Fitch rebaixou o rating da companhia de BBB(bra) para CCC-(bra) e também reduziu várias emissões de CRIs e debêntures, citando risco de refinanciamento.
  • Camille Loyo Faria foi nomeada diretora financeira e de relações com investidores; ela comentou que o BRB acionou ações em disputa após a liquidação do Banco Master.
  • O cenário financeiro aponta fluxo de caixa operacional negativo em 2025 e 2026, EBITDA projetado de R$ 600 milhões em 2025 e R$ 700 milhões em 2026, com alavancagem prevista de 6,0x em 2025 e 5,4x em 2026.

A Oncoclínicas enfrenta o desafio de rolar ao menos R$ 1 bilhão em dívidas em 2026 para honrar vencimentos e cobrir caixa projetado. Bruno Ferrari deixou o comando após 15 anos, e o sucessor deve ser anunciado nos próximos dias.

A mudança de liderança ocorre em meio a pressão financeira, com o Fitch recomendando cautela sobre o refinanciamento. A revelação foi feita pela Bloomberg Línea, citando fonte familiarizada com o assunto.

O maior acionista é o fundo Josephina III, da Centaurus Capital, com 18,32%, segundo dados da B3 de 13 de fevereiro. Latache detém 14,62% e Ferrari 5,01%. A participação de Ferrari já foi diluída.

Situação financeira e governança

A Fitch rebaixou a classificação da Oncoclínicas de BBB(bra) para CCC-(bra) em 26 de fevereiro, atingindo várias emissões de CRIs e debêntures. O rating de todas as séries ficou abaixo de investimento.

A ação da empresa caiu 18% neste ano, até 3 de março, com queda acumulada de 56,5% em 12 meses. A Oncoclínicas vale cerca de R$ 2,9 bilhões na B3.

A Fitch vê risco de refinanciamento mesmo após a capitalização de R$ 1,4 bilhão, feita via troca de dívidas por ações em novembro de 2025. O caixa está pressionado e inclui recebíveis ligados ao Master.

A líder financeira Camille Loyo Faria foi nomeada diretora financeira e de RI. Ela comunicou ao mercado que o BRB tomou medidas para não negociar ações da empresa em disputa.

Perspectivas de caixa e vencimentos

A dívida bruta da Oncoclínicas somava R$ 4,8 bilhões em setembro de 2025, com vencimentos de R$ 745 milhões em 2026 e R$ 810 milhões em 2027. A Fitch considera que pode ser necessário rolar ao menos R$ 1 bilhão em 2026.

O resultado de 2025 deve trazer fluxo de caixa livre negativo em torno de R$ 600 milhões, e 2026 pode registrar queda adicional de cerca de R$ 200 milhões, segundo a agência. A alavancagem deve recuar para 5,4 vezes em 2026.

A venda de participações no Complexo Hospitalar Uberlândia e no Instituto Materno Infantil de Minas Gerais pode render aproximadamente R$ 290 milhões. A Fitch considera esse total insuficiente para reduzir o risco de refinanciamento.

Contexto operacional e institucional

A Fitch projeta EBITDA de R$ 600 milhões em 2025 e R$ 700 milhões em 2026, com margens entre 10% e 12%. O cenário parte de uma demanda anual de câncer no Brasil, estimada pelo INCA em cerca de 700 mil novos casos, com alta prevista até 2040.

A Oncoclínicas acumula 18 meses de queda no valor de mercado e segue em processo de reorganização de governança. A instituição não confirmou novas mudanças até a publicação.

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