- O presidente Donald Trump avisou aos bancos para não bloquear cripto, acusando o setor financeiro de atrasar a agenda de ativos digitais e apontando o CLARITY Act como emperrado no Senado.
- A oposição dos bancos envolve dispositivos do act que permitiriam às exchanges pagar yield a usuários que detêm stablecoins, sob o risco de fuga de depósitos para plataformas de ativos digitais.
- O CLARITY Act, aprovado pela Câmara no ano passado, está paralisado no Senado, com o governo tentando pressionar as instituições a avançarem com o texto.
- O mercado de cripto reagiu: o índice total subiu 2,6%, elevando a capitalização para acima de 2,4 trilhões de dólares, enquanto o bitcoin superou 71 mil dólares, com alta de cerca de 6%.
- Como pano de fundo regulatório, o OCC revogou, em 1º de março, a Carta Interpretativa nº 1179, mas os bancos continuam relutantes em retomar movimentos envolvendo cripto.
Um enfrentamento entre a Administração Trump e o sistema financeiro volta a ganhar destaque em torno da CLARITY Act, após o presidente cobrar das instituições financeiras que não bloqueiem o acesso a ativos digitais. O impasse no projeto ocorre em meio a movimentos do mercado de criptomoedas.
Trump declarou, em publicação à tarde de terça-feira, que grandes bancos estão prejudicando a agenda de ativos digitais de seu governo. A cobrança vem no momento em que a CLARITY Act permanece paralisada no Senado, apesar de ter passado pela Câmara no ano passado. A administração atribui a demora a falhas de segurança nacional promovidas pelas entidades financeiras.
O cenário coincide com alta do mercado de criptomoedas, com a capitalização global acima de US$ 2,4 trilhões e Bitcoin acima de US$ 71 mil. A oscilação ocorreu durante a sessão europeia, com o BTC registrando ganho de cerca de 6% em poucas horas.
O embate entre CLARITY Act e bancos
A batida de cabeça central envolve a CLARITY Act, proposta para redefinir a regulação de ativos digitais nos EUA. Bancos resistem a dispositivos que permitiria pagamentos de yields a usuários de stablecoins, argumentando risco de migração de depósitos para plataformas digitais.
O posicionamento das instituições contrasta com avanços já obtidos pela administração em outras áreas, como a Genius Act, assinada em julho passado. Enquanto a CLARITY Act busca fechar lacunas regulatórias, bancos temem efeitos em liquidez e nos seus balanços.
Estratégias complementares do governo
Além da via legislativa, o governo atua para desfazer a operação conhecida como Choke Point 2.0. A agência reguladora OCC revogou, no dia 1º de março, a Carta Interpretativa #1179, liberando bancos para atuação com criptomoedas sem necessidade de pré-aprovação.
Mesmo com sinal verde regulatório, relatos do setor indicam hesitação entre instituições. As ações da Casa Branca apontam para uma ofensiva para destravar a CLARITY Act e consolidar o acesso a serviços bancários para empresas de cripto.
As possíveis consequências para o setor envolvem custos operacionais mais altos e maiores riscos de liquidação, caso o acesso bancário permaneça instável. Em escala global, bancos centrais avaliam caminhos com tecnologia blockchain, em contraste com restrições de alguns mercados.
O que esperar para o Bitcoin e o mercado
O movimento recente aponta para um cenário de resiliência do Bitcoin, com o ativo mantendo patamar acima de US$ 70 mil. A direção futura depende de dados macro e do volume negociado, já que o mercado demonstra busca por reserva de valor em meio a tensões globais.
Caso a Bitcoin mantenha a faixa atual, pode haver avanços rumo a novos topos no curto prazo. Caso haja recuo, o suporte próximo fica próximo de US$ 66 mil, com a zona de US$ 70 mil servindo como linha crítica para o próximo movimento.
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