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Caficultura colombiana posicionada, cautelosa com regra de desmatamento da UE

Colômbia, bem posicionada para a EUDR, encara novas exigências de rastreabilidade na UE, com desafios de formalidade e custos para pequenos produtores

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  • A União Europeia deve aplicar em breve a Regulação de Deforestação (EUDR), proibindo a importação de coffee, cacau, carne, soja, óleo de palma, borracha e madeira derivada de áreas desmatadas, com exigência de cadeia de custódia e geolocalização de lotes.
  • Colombia é vista como bem preparada para atender à EUDR, com um sistema centralizado de rastreabilidade (SICA) e a atuação da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC) para apoiar produtores na demonstração de conformidade.
  • O principal desafio é a legalidade e a informalidade no campo, além da necessidade de demonstrar conformidade com leis ambientais, trabalhistas e civis, especialmente para pequenos produtores.
  • Pequenos produtores e comunidades locais podem enfrentar custos e burocracia, levando alguns especialistas a prever possível impacto desproporcional na continuidade de exportações para a UE.
  • A implementação sofreu adiamentos na UE, com novas datas estimadas para 2026 (grandes operadores) e 2027 (micro e pequenos operadores), gerando incerteza entre compradores, exportadores e produtores.

A indústria cafeeira da Colômbia enfrenta expectativas altas e receios crescentes diante daRegulação Europeia de Deforestação (EUDR), que pode entrar em vigor ainda este ano. Em Ciénaga, na região da Sierra Nevada de Santa Marta, trabalhadores descarregam grãos em um centro de coleta, enquanto produtores aguardam impactos potenciais na exportação para a União Europeia.

De acordo com produtores locais, a EUDR exige rastreabilidade e dados geoespaciais que comprovem que o café não tenha origem em áreas desmatadas após 2020. A Colômbia, terceira maior produtora mundial, vem se mostrando preparada, principalmente por meio do sistema SICA, desenvolvido pela Federação Nacional de Caficultores (FNC).

O que está em jogo envolve a legalidade, o desmatamento e a diligência devida na cadeia de suprimentos. Reguladores europeus delegaram aos compradores a responsabilidade de verificação ao longo de toda a cadeia, com obrigação de demonstrar conformidade com leis locais e de manter dados de lotes. A Colômbia sinaliza coordenação entre governo e setor privado para cumprir.

Do lado dos produtores, as dificuldades estão ligadas à informalidade rural, à sazonalidade da mão de obra e à tributação de custos de compliance. Pequenos agricultores podem enfrentar mais obstáculos, enquanto grandes exportadores buscam manter o acesso ao mercado europeu, que remunera com preços mais estáveis.

Entre os produtores da Sierra Nevada, há casos de adaptação. Agricultores orgânicos de Ciénaga veem a EUDR inicialmente como oportunidade, mas reconhecem que o conjunto de exigências pode favorecer grupos com maior capacidade técnica. A geolocalização ganharia valor como ferramenta de garantia de rastreabilidade.

Na prática, especialistas ressaltam que a adoção da EUDR pode alterar o equilíbrio competitivo entre países produtores. Colombia, Brasil e outros com sistemas robustos de monitoramento tendem a sair na frente, enquanto mercados menos preparados podem enfrentar desafios de continuidade de exportação.

Efeito prático sobre pequenas comunidades indica ganhos com transparência e acesso a mercados internacionais. Contudo, há preocupação com custos de implementação, necessidade de dados contínuos e possíveis rápidas mudanças regulatórias, que exigem ajuste constante do setor.

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