- Nova fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal levou ao afastamento de dois servidores do Banco Central: Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana.
- Eles ocupavam, respectivamente, a Diretoria de Fiscalização e o Departamento de Supervisão Bancária, e já eram alvo de investigação interna desde janeiro.
- Os afastamentos ocorrem no contexto de apuração ligada ao Banco Master, que envolve fatos desde 2018, quando houve autorização para a compra do Banco Máxima.
- Os servidores assinaram documentos sob foco da PF ao implicarem que houve sobrevida a negócios suspeitos do Master, conforme informações da auditoria interna.
- O Banco Central afirmou ter identificado indícios de vantagens indevidas, afastou cautelarmente os servidores, abriu procedimentos correcionais e comunicou os fatos à Polícia Federal, assegurando o devido processo legal.
O Banco Central confirmou a perda de dois servidores em função de uma nova fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal. Os afastamentos ocorreram nesta quarta-feira, 4 de março, no âmbito de investigações sobre o caso Master. A PF já havia prendido o banqueiro Daniel Vorcaro em desdobramentos anteriores.
Os servidores afastados são Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. Ambos ocupavam cargos estratégicos, dirigindo, respectivamente, a Diretoria de Fiscalização (Difis) e o Departamento de Supervisão Bancária (Desup). Eles não exerciam funções desde janeiro, conforme apuração interna do BC.
A atuação dessas áreas é essencial para a supervisão do sistema financeiro brasileiro, incluindo monitoramento de riscos, solvência e governança das instituições. O BC informou que identificou indícios de vantagens indevidas durante a revisão de processos relacionados ao Banco Master e que os fatos foram comunicados à PF.
Contexto institucional
A Difis é responsável pela supervisão de instituições autorizadas a operar no país e pela avaliação de risco dos bancos. O Desup acompanha capital, liquidez e controles internos, além de classificar riscos e supervisionar conglomerados liderados por instituições financeiras.
O BC ressaltou que, após o devido processo legal, as condutas infracionais identificadas receberão a resposta sancionatória prevista na lei. A instituição mantém a parceria com a Polícia Federal para a apuração completa do caso.
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