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Incerteza envolve projetos da China no Irã após ataques EUA-Israel

Incerteza acompanha projetos de estatais chinesas no Irã após ataques EUA-Israel, com impactos além do setor privado

Flags of China and Iran fly in Tiananmen Square during Iranian President Raisi's visit to Beijing
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  • Semanas antes dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, registros de firmas estatais chinesas mostraram interesse em projetos no país, em áreas que vão de energia a indústria pesada e promoção comercial.
  • Documentos de contratação indicam contratos recentes envolvendo empresas estatais chinesas em Irã, com atividades que vão desde fabricação de aço até equipamentos de transmissão e comissionamento de hidrelétricas.
  • Exemplos citados incluem a Shanghai Baoye (grupo estatal China Metallurgical Group Corp) com licitações e subcontratos, a Pinggao Electric ligada à rede estatal, e a China Railway Container Transport com serviços para rotas da região.
  • Autoridades provinciais chinesas também promovem o acesso ao mercado iraniano, com editais de feiras e exposições internacionais em setores como farmacêuticos, componentes eletrônicos e autopeças, envolvendo Zhejiang, Shaanxi e Heilongjiang.
  • Analistas dizem que a crise pode frear investimentos diretos em Irã de modo geral, mas, se a guerra terminar, China pode ter vantagem em contratos de reconstrução e maior apetite de risco em comparação a empresas ocidentais.

A partir de informações de registros oficiais, empresas estatais chinesas já tinham contratos em andamento no Irã antes dos ataques realizados pelos EUA e Israel. Os dados indicam atuação em setores como energia, indústria pesada, infraestrutura e promoção comercial.

Os documentos mostram contratos recentes envolvendo companhias estatais em projetos no Irã, com atividades desde financiamento e fornecimento até obras de engenharia. A participação varia de fabricação de aço a equipamentos de transmissão de energia e obras de hydropower.

Entre as empresas, destaca-se a Shanghai Baoye, braço de engenharia da China Metallurgical Group, com contratos de fornecimento de aços estruturais e um subcontrato de cerca de 7,7 milhões de yuans para equipamentos locais. Pinggao Electric também apareceu em licitações relacionadas a uma subestação móvel no Irã.

Outros itens listados envolvem a China Railway Container Transport, filiada estatal, com especificações de serviços para rotas ocidentais via Cazaquistão, incluindo o Irã. Observa-se ainda o fluxo bidirecional de equipamentos e serviços da China para o Irã e de matérias-primas iranianas para a indústria chinesa.

Além das empresas, autoridades provinciais chinesas também atuaram na organização de acesso ao mercado iraniano. Registros da Zhejiang indicam contratos para serviços de organização de feiras em Teerã, englobando fármacos, componentes eletrônicos e peças automotivas.

Registros de Shaanxi e Heilongjiang apontam participação de planificações provinciais e empresas do setor de equipamentos para petróleo e gás em feiras internacionais do Irã. Em fevereiro houve licitação aberta para uma exposição internacional de autopeças no Irã.

A análise aponta fluxo contínuo de equipamentos e serviços chineses para o Irã, com retorno de materiais iranianos para a indústria chinesa. Observa-se ainda a presença de commodities de origem iraniana, como pellets de minério de ferro, em fornecedores chineses.

Analistas lembram que o conflito pode reduzir investimentos diretos estrangeiros no Irã, não apenas da China. Contudo, a retomada de negociações após a crise pode abrir oportunidades de contratos de reconstrução e maior apetite ao risco para firmas chinesas, caso haja estabilidade futura.

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