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Companhias aéreas anunciam aumento de tarifas por guerra no Oriente Médio

Companhias aéreas anunciam reajustes de tarifas com a alta do petróleo e redução de espaço aéreo por conflito no Oriente Médio

Avião da companhia Emirates chega ao aeroporto de Dubai; conflito causou graves impactos no tráfego aéreo do Oriente Médio
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  • Companhias aéreas anunciaram aumento de tarifas nesta terça, citando a forte alta nos custos de combustível causada pelo conflito no Oriente Médio.
  • O preço do querosene subiu, com a Air New Zealand estimando faixas between US$ 150 e US$ 200 por barril; a situação levou a Kuwaiti cortes de produção e abriu alertas da Finnair sobre possível disponibilidade de combustível se o conflito se prolongar.
  • A redução de espaço aéreo e o fechamento de corredores elevam tarifas em rotas entre Ásia e Europa; Cathay Pacific vai adicionar voos extras para Londres e Zurique em março, e a Qantas avalia redirecionar capacidade para a Europa.
  • A Hong Kong Airlines anunciou reajuste de até 35,2% nas taxas de combustível a partir de 12 de março, com maiores aumentos em rotas para Maldivas, Bangladesh e Nepal.
  • Em mercados, ações do setor subiram entre quatro e sete por cento na abertura europeia, com sinais de recuperação na Ásia, após a euforia com declarações de Trump sobre possível fim da guerra.

Duas companhias aéreas anunciaram aumento de tarifas nesta terça-feira (10), citando a elevação do custo de combustível provocada pelo conflito no Oriente Médio. A alta ocorre mesmo após a queda momentânea do petróleo na segunda-feira (9), segundo relatos do setor.

O conflito elevou o preço do querosene de aviação, pressionando custos operacionais. A Air New Zealand consultou dados que indicam queda no volume de viagens internacionais e projeções de tarifas mais altas em várias rotas.

A indústria observa impacto pela redução de espaço aéreo e necessidade de rotas alternativas. Pilotos alteram itinerários para evitar a região de conflito, limitando capacidade disponível em trechos populares.

Tarifa e hedge de combustível

A SaaS SAS informou reajuste temporário de preços para manter a estabilidade operacional, apesar de não ter contratos ativos de hedge para os próximos doze meses. A Finnair alertou sobre possível comprometimento da disponibilidade de combustível caso o conflito se prolongue.

A Finnair já havia feito hedge de cerca de 80% das compras de combustível para o primeiro trimestre, reduzindo, mas não eliminando, o risco de custos elevados diante da volatilidade.

Repercussões setoriais

No curto prazo, as tarifas cresceram em rotas entre Ásia e Europa devido ao fechamento de corredores aéreos e restrições de capacidade. A Cathay Pacific planeja voos extras para Londres e Zurique em março.

A Qantas avalia redistribuição de capacidade para a Europa, diante de novas rotas alternativas para contornar o Oriente Médio. A Hong Kong Airlines anunciou aumento de tarifas de combustível de até 35,2% a partir de quinta (12), com maior impacto em rotas para Maldivas, Bangladesh e Nepal.

Conjuntura de mercado

Ao abrir o pregão europeu, ações do setor subiram entre 4% e 7% ante a expectativa de fim da crise, após declarações de Trump. Na Ásia, ganhos variaram entre 0,5% e 3,6% após perdas anteriores.

Os preços do petróleo recuaram abaixo de US$ 100 por barril, ainda uma das maiores despesas das companhias aéreas, que representam entre 20% e 25% dos custos operacionais, dependendo da estrutura de cada empresa.

Observações finais

A indústria ressalta que políticas de hedge, quando existentes, visam reduzir volatilidade, mas não impedem completamente o repasse de aumentos de combustível às tarifas. Analistas destacam incerteza sobre a duração do conflito e seus impactos no turismo global.

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