- Milei participa de uma rodada de contatos com investidores e executivos na sede do JPMorgan, em Nova York, como parte da “Argentina Week” para defender a continuidade da recuperação econômica do país.
- O governo dos Estados Unidos tem apoiado Milei publicamente e ampliado a cooperação financeira, incluindo uma linha de liquidez para evitar corrida cambial antes das eleições de meio mandato em 2025.
- Em fevereiro, EUA e Argentina assinaram acordo de comércio e investimento recíproco para facilitar investimentos, inclusive no setor de minerais críticos.
- o governo argentino afirma que cortes de gasto, desregulamentação e ajuste fiscal já começam a trazer estabilidade macroeconômica, com a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso como vitória relevante.
- O cenário global, com alta dos preços do petróleo e reforço do dólar, complica a mensagem, já que a Argentina precisa reconstruir reservas, atrair investimento de longo prazo e recuperar o acesso aos mercados internacionais de capitais.
President Javier Milei busca convencer investidores em Nova York de que a recuperação econômica da Argentina pode seguir estável, mesmo diante de uma escalada de tensões no Oriente Médio que elevou o petróleo e fortaleceu o dólar.
A ação ocorre durante a semana brasileira de Argentina Week, em que Milei falará a investidores e executivos no novo escritório central do JPMorgan, em Midtown Manhattan. O objetivo é manter o interesse de financiadores sobre o programa de reformas argentina.
Participa do encontro o ministro da Economia, Luis Caputo, o governador do banco central, Santiago Bausili, e o ministro da Desregulamentação, Federico Sturzenegger. A agenda inclui apresentações sobre oportunidades em energia, mineração, agricultura e tecnologia.
A estratégia apoia-se no recuo fiscal, na desregulamentação e na contenção de gastos como caminhos para macroestabilidade. O governo argentino afirma que tais medidas já começam a reduzir déficits e a controlar a inflação.
A próxima etapa envolve reconstruir reservas de divisas, atrair investimentos de longo prazo e recuperar o acesso aos mercados de capitais internacionais após anos de defaults e controles de câmbio.
O contexto externo permanece desafiador. O petróleo chegou a cerca de 90 dólares o barril, pressionando a inflação global e fortalecendo o dólar, o que impacta fluxos de capitais em mercados emergentes e pode complicar a mensagem de atratividade argentina.
Mesmo com esse cenário, analistas destacam que o estreitamento com os Estados Unidos é uma mudança relevante após anos de maior presença da China na região. China continua sendo parceiro comercial importante para a Argentina.
A reunião em Nova York ocorre em meio a avaliação de que reformas aprovadas recentemente, como a reforma trabalhista, representam passos legislativos significativos para Milei, ainda que o mercado acompanhe de perto a efetiva implementação.
O objetivo, segundo interlocutores, é reiterar oportunidades de investimento e reforçar a percepção de estabilidade macroeconômica, para manter a atratividade da Argentina mesmo diante de incertezas globais.
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