- Vendas globais de arte cresceram 4% em 2025, totalizando cerca de US$ 59,6 bilhões, impulsionadas principalmente por leilões de alto valor acima de US$ 10 milhões.
- O mercado segue abaixo dos níveis pré-pandemia: US$ 67,8 bilhões em 2023 e o recorde de US$ 68,2 bilhões em 2014.
- Custos operacionais subiram, em média cerca de 5%, pressionando margens e, em geral, reduzindo lucratividade principalmente entre dealers de middle market.
- Tarifas dos EUA tiveram impacto negativo para a metade dos dealers, com aumento de custos logísticos e atraso na cadeia de transações transfronteiriças.
- Compradores locais ganharam participação, especialmente entre dealers menores, e houve avanços na representatividade de mulheres artistas no mercado primário.
Global art sales grew 4% in 2025, but permanecem abaixo dos níveis pré-pandemia, aponta o relatório Art Basel e UBS.
O comércio de arte global teve leve recuperação, totalizando cerca de US$ 59,6 bilhões. O desempenho foi puxado por transações de alto valor, com aumento de 9% nas vendas em leilões acima de US$ 10 milhões.
Mercado ainda não recuperou o pico de 2023, quando chegou a US$ 67,8 bilhões, nem o recorde de 2014, em US$ 68,2 bilhões. Ainstabilidade geopolítica continua sendo a principal preocupação do setor.
Fatores e dinâmicas do mercado
O relatório destaca que custos operacionais subiram, em média 5%, acima da inflação em mercados-chave. Bancos de dados indicam margens de lucro mais estreitas, sobretudo para faixas médias de dealers.
As tarifas impostas pelos EUA não favoreceram o mercado. Cerca de 56% dos dealers disseram ter impacto negativo, e 72% apontaram custos adicionais como principal efeito secundário. Logística e confiança dos compradores também seguiram pressionadas.
Comércio local e regional
Vendas entre compradores locais aumentaram em todos os segmentos de dealers, refletindo restrições à transação transfronteiriça. Pequenos dealers tiveram alta maioria de compras de clientes locais, com participação de 71% nas vendas a colecionadores privados.
Em especial, o foco doméstico variou conforme a dependência de comércio externo. Em Hong Kong houve queda de 6% nas vendas, enquanto o mercado chinês contava com avanço de 5% no continente. A participação da China caiu 1%, para 14%, mantendo-se como a terceira maior praça global.
Representatividade e perspectivas
A participação de mulheres artistas atingiu paridade entre galerias que atuam apenas no mercado primário. No conjunto, a presença feminina subiu 4% em 2025, alcançando 45% entre dealers que atuam tanto no primário quanto no secundário.
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