- Mercados abrem em cautela com a edição do CPI de fevereiro nos EUA, que pode orientar a decisão do Federal Reserve sobre juros.
- A guerra no Oriente Médio mantém a volatilidade dos preços do petróleo, com o barril alternando entre near US$ 120 e menos de US$ 90 e agora em alta.
- A Agência Internacional de Energia analisa liberar reservas para tentar estabilizar o mercado de energia.
- A gasolina deve ficar entre os fatores-chave do CPI de fevereiro, com expectativa de alta de cerca de 0,8% no mês; o preço médio está em US$ 3,54 por galão.
- O núcleo do CPI deve subir 0,2% em fevereiro, desacelerando em relação a janeiro, enquanto o CPI de 12 meses fica em 2,4% e o núcleo em 2,5%.
O mercado financeiro abriu nesta quarta-feira, 11 de março, em tom de cautela. Investidores aguardam o CPI de fevereiro dos EUA e analisam como a inflação pode influenciar o FED na decisão sobre juros. A guerra no Oriente Médio pressiona o petróleo, com volatilidade recente.
O petróleo alternou trajetórias: perto de US$ 120 o barril no pico da semana, recuando a menos de US$ 90 após sinais de que o conflito pode não se prolongar, segundo agências internacionais. A possibilidade de usar reservas para estabilizar o mercado também é estudada.
A gasolina registra alta recente, com estimativas de avanço de 0,8% em fevereiro. Desde o fim de fevereiro, a gasolina acumulou alta superior a 18%, atingindo US$ 3,54 por galão, conforme a AAA. O cenário pesa sobre a inflação e as expectativas de cortes de juros pelo FED.
Perspectivas do CPI e do FED
Economistas esperam alta de 0,3% no CPI de fevereiro, ante 0,2% em janeiro, e 2,4% no acumulado em 12 meses. O núcleo do indicador deve avançar 0,2%, desacelerando ante janeiro. A expectativa para 12 meses é de 2,5%.
O núcleo do CPI aponta para contenção, refletindo queda de veículos usados e aluguéis mais moderados. Porém, itens como vestuário e itens para casa devem registrar aumentos, com repasses de tarifas de importação ainda sendo observados pelos mercados.
Fluxos de política monetária e custos
A visão de juros permanece incerta: o mercado deslocou a possibilidade de cortar 25 pb de julho para setembro. O FED deve manter as taxas inalteradas na próxima reunião. A divulgação do PCE de janeiro, com foco no núcleo, ocorre nesta sexta-feira.
No radar, a vice-presidente de Supervisão do FED, Michelle Bowman, fará discurso hoje, com atenção dos investidores. A fala pode trazer sinais sobre o ritmo de aperto monetário diante da inflação.
Indicadores e referências
No Brasil, as vendas no varejo de janeiro devem recuar 0,1%. Nos EUA, o CPI de fevereiro projeta alta de 0,3% e 2,4% no acumulado de 12 meses. O núcleo do CPI deve subir 0,2% em fevereiro e 2,5% em 12 meses.
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