- Daniel Vorcaro declarou renda de R$ 570 milhões em 2024 e teve restituição de R$ 28.764,97; R$ 1,1 milhão veio de rendimentos do Banco Master, com IR retido na fonte de R$ 307 mil e IR devido de R$ 278.832,07.
- Do total, R$ 568 milhões foram tributados na fonte em operações de ganho de capital, com R$ 563 milhões referindo-se a vendas de bens e direitos; R$ 5,7 milhões vieram de aplicações em outras instituições.
- Rendimentos de aplicações não tributáveis somaram R$ 431 mil.
- O patrimônio pessoal de Vorcaro subiu 87% entre 2023 e 2024, chegando a R$ 2,64 bilhões; bens declarados incluem fazenda em Nova Lima (MG) e apartamentos em São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).
- Vorcaro foi preso duas vezes na Operação Compliance Zero e está na Penitenciária Federal de Brasília; a Polícia Federal solicitou a transferência para a custódia federal.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, declarou R$ 570 milhões de renda em 2024 e teve restituição de R$ 28.764,97 no imposto de renda de pessoa física. O montante inclui rendimentos pagos pelo banco e ganhos de capital, apurados ao longo do ano.
Do total de renda, R$ 1,1 milhão corresponde a rendimentos do Banco Master, com imposto retido na fonte de R$ 307 mil. O documento mostra ainda que o imposto devido foi de R$ 278.832,07, justificando o reembolso. A maior parte vem de operações já tributadas.
Rendimentos de aplicações somaram R$ 431 mil, mas não sofreram retenção de IR. Do restante, R$ 563 milhões se referem a ganhos de capital com venda de bens e direitos, como ações e participações. Outros R$ 5,7 milhões vieram de aplicações em outras instituições.
O patrimônio de Vorcaro cresceu 87% entre 2023 e 2024, chegando a R$ 2,64 bilhões em 2024, ante R$ 1,417 bilhão em 2023. Bens declarados incluem uma fazenda em Nova Lima, um apartamento de alto padrão em SP e dois apartamentos em Belo Horizonte.
Vorcaro foi preso em duas fases da operação PF Compliance Zero, investigando fraudes no setor financeiro. A primeira prisão foi em novembro de 2025, antes de uma viagem à Europa. A segunda ocorreu em março de 2026, em São Paulo.
Após a prisão, ele foi transferido para Brasília e está na Penitenciária Federal. A PF pediu a transferência por motivo de tutela da integridade física do custodiado, conforme relata a própria investigação.
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