- O barril de Brent ultrapassou cem dólares, em meio a ataques iranianos a infraestruturas no Golfo na quinta-feira 12.
- O conflito ameaça o abastecimento mundial, com o Estreito de Ormuz ligado a cerca de vinte por cento da produção global de petróleo e gás natural liquefeito.
- A Agência Internacional de Energia autorizou a liberação recorde de quarenta milhões de barris de reservas estratégicas; cento e setenta e dois milhões serão disponibilizados a partir da próxima semana.
- Também houve ataques a depósitos de combustível no Bahrein e no porto de Salalah, em Omã, e um ataque a um campo de petróleo na Arábia Saudita; no Iraque, dois petroleiros foram atacados e houve um morto.
- Um porta-contêineres foi atingido por um projétil desconhecido nos Emirados Árabes Unidos, provocando um curto incêndio; associações militares seguem monitorando a situação.
O preço do petróleo voltou a subir após ataques do Irã contra infraestruturas no Golfo. Em resposta, o Brent superou 100 dólares por barril na manhã de quinta-feira, mesmo com a liberação recorde de reservas estratégicas anunciada na véspera.
O Irã intensificou ações contra alvos no Golfo, ampliando a cobertura de danos a infraestruturas. O Bahrein relatou ataques a depósitos de combustível e pediu que moradores fiquem em casa por causa da fumaça. Em Omã, houve incêndio em depósitos do porto de Salalah após ataque com drones. A Arábia Saudita informou novo ataque a Shaybah, no leste do país.
Ataques no Iraque e desdobramentos regionais sinalizam a escalada. Dois petroleiros foram atingidos perto da costa iraquiana, com pelo menos uma vítima e busca por desaparecidos. Um porta-contêiner foi atingido nos Emirados Árabes Unidos, segundo a UKMTO.
Desdobramentos e investimentos de mercado
A Agência Internacional de Energia (AIE) informou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas pelos 32 países-membros, com 172 milhões a ficar disponíveis já na próxima semana. Essa medida visou conter temores de abastecimento mundial.
O conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos já teve impactos sobre a produção e o tráfego no Estreito de Ormuz, passagem que concentra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e de gás natural liquefeito. O secretário de Energia dos EUA afirmou que a liberação busca estabilizar o mercado.
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