- O ministro das Finanças da Austrália, Jim Chalmers, afirmou que a inflação deve subir acima de 4,5% devido à guerra no Oriente Médio, mas o país não espera recessão.
- A inflação pode chegar a patamares entre o meio e o alto dos quatro por cento, conforme modelagem do Tesouro, dependendo do preço do petróleo global.
- Embora haja impacto no crescimento, não se espera que a economia encolha nos próximos trimestres; a recessão não está prevista.
- O Conselho do Banco da Austrália deve se reunir nesta semana para avaliar a taxa de juros, com o mercado prevendo alta, possivelmente seguida de novo aumento em maio.
- A líder dos Verdes pediu que o banco não aumente os juros; Chalmers disse que prioridades de reforma do orçamento continuam, incluindo opções de reforma tributária.
O governo australiano mantém a previsão de que a economia não entrará em recessão, mesmo diante do endurecimento do conflito no Oriente Médio. O ministro das Finanças, Jim Chalmers, disse que a inflação deve superar 4,5% e que esforços de política econômica seguem para sustentar o crescimento, sem indicar contração.
Chalmers afirmou que, com o atual cenário global, os modelos do Tesouro indicam que a inflação pode atingir o patamar entre o meio e o alto quatro por cento. Isso ocorre mesmo após a divulgação de estimativas de que a inflação pode ultrapassar 5% no próximo trimestre, segundo previsões de instituições privadas.
Apesar da pressão inflacionária, o Tesouro aponta impactos no crescimento, não em uma queda abrupta da atividade. O ministro destacou que cenários já simulados consideram choques, por exemplo, no preço internacional do petróleo, sem esperar uma recessão nos próximos trimestres.
Cenário monetário e decisões do RBA
O Conselho do Reserve Bank of Australia deve se reunir esta semana para discutir o ajuste da taxa básica de juros. Economistas avaliam alta adicional, com nova elevação prevista para maio, em meio a pressões inflacionárias.
Um recorte político acompanha a pauta. A líder dos Verdes, Larissa Waters, pediu que o Banco Central não aumente juros, alegando que o repasse de custos é decorrente de fatores externos ligados ao conflito, não de políticas internas.
Chalmers destacou que as reformas orçamentárias continuam, com foco em mudanças na tributação. O Tesouro trabalha opções para reforma tributária que podem reduzir o desconto sobre ganhos de capital no próximo orçamento federal.
Energia e conjuntura internacional
O governo indica que há suprimento de combustível suficiente, apesar de interrupções provocadas por medidas no Estreito de Hormuz. O ministro da Energia, Chris Bowen, reduziu obrigações mínimas de estoque de combustíveis para facilitar o abastecimento regional.
O tema também ganhou contornos internacionais, com propostas de reforçar a segurança de vias de suprimento. Barnaby Joyce, deputado de One Nation, pediu que a Austrália participe de ações globais enviando navio-mercante à região, em apoio a reserva estratégica de petróleo.
O presidente dos EUA pediu cooperação de nações para defender rotas marítimas estratégicas após ações militares na região. A posição australiana permanece alinhada à cooperação internacional, sem anúncio de ações externas imediatas.
Perspectiva para o curto prazo
O governo continua monitorando o impacto da inflação sobre o custo de vida das famílias australianas, com expectativa de volatilidade ligada ao conflito. A administração não prevê retração econômica, mas admite cenários de desaceleração moderada conforme condições globais se desenvolvem.
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